DESCULPADERIA!!!

Estou me tornando um pedidor profissional de desculpas. Mas eu sei que ando fazendo muitas cagadas. As coisas têm acontecido rápido e eu ainda estou meio perdido mesmo. A última foi com o MSN. Sou muito tranquilo e adoro o contato com pessoas que gostam da banda. Por causa disso mantinha meu MSN disponível aqui no blog. Acontece que comecei a receber mais de 30 convites por dia pra add. E eu aceitei todos. Me perdi ne. Passei a não atender direito ninguém. E ví que acabei magoando gente demais acho. Eu acho feio sair bloqueando, mas sei que todo mundo faz isso. Eu procurei não fazer, mas tornei minha entrada no messenger inviável. Sobrou pra quem??? família, banda e amigos, pra variar, ne! Todo mundo reclamou que eu não falo mais com eles, que eu não tenho tempo pra falar sobre qualquer coisa. E eu estou numa fase bem produtiva, procurando escrever músicas, textos pro stand up, estamos ensaiando novas músicas pro show. Tudo isso pesa. Portanto peço desculpas à todos aqueles com quem conversei no MSN durante todo o tempo. Pra não ser insensível, e ter que "escolher", decidi que estou me desfazendo daquele MSN antigo. Estou fazendo um novo somente pra família, banda e amigos mais próximos. Eu queria muito que vocês entendessem que não é distância, ou "estrelismo", mas preciso privilegiar as pessoas que sempre me apoiam. 
Eu andei sumido aqui do blog e acho que todos entenderam que eu precisava de um tempo. Agora to bem. Rs.  Meus amigos tão mais felizes, fui visitar a família e reatei o namoro. Enfim, a mesma coisa de sempre ne?
Agora volto a escrever com mais frequência, prometo (apesar de prometer isso em vários posts).

-------------------------

E eu preciso tocar nesse assunto também triste. O Michael se foi. E dessa vez eu juro que não foi culpa minha. Mas sei lá, se precisar peço desculpas também. Só que fiquei realmente triste. Não só porque se trata do maior ícone da minha geração, mas porque eu era muito fã dele. E eu fiz exatamente a trajetória típica do fã. Eu o conheci em thriller (apesar de hoje eu achar que o melhor disco dele é o Off the Wall, anterior à fase branca). Eu o imitei, pus a mão no saco e dei chutinhos e gritinhos. Eu o reverenciei. Eu comprei os discos, as revistas, posters. Eu tinha luvas que brilhavam. Eu usava sapato preto com meia branca (pra desespero da minha mãe). Eu tentava em vão fazer o moonwalk. Nas festinhas em que minha irmã dançava em rodinhas individualistas, eu a matava de vergonha imitando o Michael. Eu o consumi. Eu queria saber da vida dele, queria saber o que ele comia, como se chamava aquele tigre do encarte, como ele podia usar ray-ban e eu não. Eu pus paparazzi atrás dele. Eu queria que ele viesse aqui em casa, eu queria o MSN dele. Eu comprei revistas de música e de fofoca. Queria saber sobre o próximo álbum e a próxima plástica. Qual era a matiz da vez. Queria saber em qual escândalo ele se metera. Com qual criança havia dormido, e eu acho que ele realmente dormiu. E só dormiu. Sei que muita gente acha o mesmo que eu, e muita gente pode me achar inocente por achar isso. Mas eu sou cria dele, sou inocente mesmo. Eu queria saber como é Neverland. Queria saber como ele dorme dentro de uma câmara. Eu incentivei todos o que colaram nele e o tornaram um louco. Eu consumi todas as reportagens que o prejudicaram e o isolaram, fazendo-o perder a relação com o mundo, com a música inclusive. Eu o tirei do mundo. Se não pode ser meu amigo, não vai ser de mais ninguém. Ele foi ao tribunal e eu ri da sua cara metamorficamente dilacerada. Eu senti vergonha, na adolescência, de tê-lo imitado um dia. Eu o cuspi. Eu xinguei e fiz piadas. Até o dia em que o engoli de volta. Quando lançaram o aparelho de dvd, o primeiro que tive a oportunidade de ver, foi de um show dele. E Babei. Ele tinha voltado pra mim, ou eu pra ele. Me vi grandinho, em frente ao espelho com a mão no saco e a outra de lado, meio homem-aranha. E voltei a consumi-lo. Ninguém sente alguma coisa por ele. Todos sentem tudo. Se você não gosta, então você o abomina, e pra uma pessoa como eu, se você o abomina, você abomina a música, você abomina a arte. Eu fui intenso demais com ele. Eu o quis demais. Eu o procurei demais. Eu matei Michael Jackson. Desculpa!

Só uma coisinha antes de ir. Eu comprei há uns 15 dias, um dvd, na promoção das americanas, por 14,99. Era do Michael, numa apresentação ao vivo. Não cheguei a abrí-lo e poucos dias depois o Michael morreu. Cheguei agora no flat não consigo abrir o dvd. Me deu uma tristeza. Não vou abrir, por enquanto. Eu já o consumi demais. Ainda tenho meu thriller vinil pra gastar.

Aliás, duas coisinhas. A Pepsi é tão ruim, que quando patrocinava o Michael, conseguiu queimar o cara, literalmente. Lá vou eu ter que me retratar com a Pepsi!!!

Ola...voltando a blogar né!!! Semana passada foi complicada. Foram 8 shows em 10 dias. E ainda nem acabaram, porque hoje ainda toco em São Paulo e amanha estréio com o Comédia na Cara. Maratona, mas é exatamente isso que todos queríamos ne?! Claro que é, mas eu precisava ficar gripado bem nessa semana? Febre, dor de garganta, rouquidão e desculpas por todas as cidades que ia passando. 
Vamos do começo. Fizemos um show em Cerqueira Cesar e outro em Bauru no fds retrasado. Foram lindos e eu preciso destacar o show de Bauru. Cidade onde morei, ralei muito e que foi simplesmente emocionante voltar. Retornamos a São Paulo no domingo, pra sair na madrugada de segunda pra terça pra um roteiro no Paraná e Santa Catarina. Acontece que no domingo mesmo comecei a me sentir mal. Nariz entupiu, cabeça doeu. Segunda feira eu acordei e decidi ligar o chuveirdo do flat bem quente pra criar um vapor de água e fazer uma inalação. Deitei na cama e dormi enqto o chuveiro fervia. Só que transbordou tudo e anundou o Flat. Bem, essa foi a história que eu contei aqui enquanto passavam uma máquina pra secar o carpete. Mas na verdade mesmo, eu acordei e fui tomar um banho. Tava passando mal ne, daí me sentei. Com a minha bunda, sem ver, eu tampei o ralo. Fechei os olhos, encostei as costas na parede, e o bundão no ralo, e deixei água cair. Foram 70 minutos de água quente e eu de olhinhos fechadinhos. Viajando no vapor d'água. Quando acordei, sentado em cima da única possibilidade da água escapar do banheiro, percebi que tava tudo transbordando. O flat é pequenininho e virou um copo. Eu pisava no carpete e meu pé atolava. Juro, ridículo! Chamei a manutenção e quando eles chegaram ainda tive que dar uma de brabão. - Que isso!!! Eu pago uma noooota e esse flat inunda???? comassim??? tá tudo entupidoooo!! Vou me mudar hein, vou me mudar! Pois façam-me o favor de dar um jeito nisso agoooooora!! 
O duro foi dizer isso tudo com as narinas encatarradas. Qualquer pessoa falando assim soa meio ridículo. Não tem moral alguém, já sem convicção, berrando: COBASSIM? COBASSIM? TÁ TUDO BOLHADO!!

Budando de assunto. Minha última vó faleceu hoje. Sem compaixão, ou piedade para comigo. Por mais que eu a ame, ela viveu muito bem 90 anos e começou a ficar doente esse ano. Acho que não temos o direito de achar ruim quando uma pessoa que viveu 90 anos, e bem, se vai. Egoísmo nosso. Mas me deixa muito triste ver meu pai se comovendo. E ele tem motivos. Porque quando ele ou minha mãe, se forem, podem ter 140 anos, eu vou sentir demais. Por mais que estejamos tristes agora, prefiro guardar a imagem alegre dela. Por isso vou contar uma história pequenininha que ilustra a inocência da vovó. 
Num belo domingo de visitas a gente estava lá  na casa dela comendo bolinhos de queijo e tomando chá. Eu, molequinho, chamando meu pai pra irmos embora porque queria assistir ao jogo na televisão.
- A gente tá indo embora vó. Vamos ver o Fla x Flu. 
- Mas esse flaflu vai jogar com quem????


PRA ENCERRAR, SE É QUE EU CONSEGUIREI...

Meu pai tentou me dizer, me ensinar. Quem fala demais dá bom dia a cavalo. mas eu demorei a aprender. Falei demais e estou pagando caro por isso. Sim, vou voltar ao assunto do futebol, pra tentar por um fim nessa discussão tola. Eu havia respondido a um email do "chato" Rodrigo e peguei pesado. Era uma gozação por parte dele e eu sei que apelei. Apelei pro sentimentalismo, pra argumentos de torcedor mesmo. Ele tinha esse direito e eu achei que pudesse ter também.
Mas meti os pés pelas mãos e acabei envolvendo a banda, a família , numa discussão sem nexo e sem futuro. 
Já havia pedido as desculpas aos torcedores e ao Goiás Esporte Clube, mas mesmo depois disso, além das surras em campo, tomei também uma goleada nos emails e comentários. Não, não to falando dos fanáticos xiitas que invadiram aqui e me obrigaram a ter que bloquear comentários. Eu to falando de esmeraldinos coerentes, calmos e interessados em entender o que se passa. 
Começo pelo email que recebi do Renato Teixeira descrevendo-se como roqueiro, torcedor do goiàs e bairrista. Foi um tapa com luva de pelica. Super educado, ele falou boas coisas, sem precisar me ofender ou à minha banda. o Danillo também mandou um email se dizendo decepcionado, mas não misturou as coisas. O Jeferson também mandou um email dizendo ser esmeraldino, mas entendendo o que se passa numa conversa assim. E por fim, recebi um email do "chato" Rodrigo. E esse me quebrou as pernas. O email foi educado, claro, e por isso mesmo, chato de se ler. Ao Rodrigo, eu realmente devo desculpas. O que era pra ser uma brincadeira boba entre torcedores rivais, virou briga de torcida e inflamações e apelações. Eu que sempre preguei dentro da banda, não misturar assuntos. 
Tentando resumir, e já me perdendo. 
Ao Goiás Esporte Clube devo minhas eternas desculpas. Sendo mais racional e menos passional, sei, conheço, vivi, e fui obrigado a engolir todas as conquistas do clube. Assim como o crescimento da torcida e de toda a estrutura.
Aos torcedores. Gostaria de selar a paz. Não entre mim e vocês simplesmente. Mas pra que pare essa briga imbecil. Futebol é assim mesmo. Você acha o seu melhor, e eu acho o meu melhor. E ponto. Quando o jogo acabar, vamos sentar juntos e tomar coca-cola, não interessa o placar. Futebol dura 90 minutos. Não é pra nossa vida inteira. Sinto-me envergonhado de ter causado tamanho alvoroço.
Pra finalizar, alguns pontos:
1. Eu joguei nos juniores do Goiás. Tenho uma camisa do Goiás na minha coleção de camisas de clubes de futebol. Não há raiva. Só torço pra outro time.
2. Aos meus amigos esmeraldinos, principalmente ao João Paulo (cujo pai era diretor do clube), peço desculpas mesmo sem ter falado com vocês sobre isso. Mas entre nós essa briga será eterna. E sadia.
3. Aos integrantes da banda que são esmeraldinos. Parem de me dar cascudos. E pago a caixa de cerveja com o próximo cachê.
4. Por que insistem em distorcer as coisas que eu disse? Como se eu tivesse falado mal de Goiás, nosso Estado. Calma aí. Eu sempre me senti propagador dos bons estigmas goianos. Teve gente dizendo que eu gosto é de Brasilia. Como assim? eu só disse em outro texto que achei Brasília legal, assim como Maringá, São Paulo, Londrina, BH. De onde tiraram que eu prefiro essas cidades à minha? Tá faltando uma declaração de amor a Goiania? É isso? Eu faço em todos os shows e entrevistas da banda.
5. e por último. Não misturem as coisas. Querem odiar-me, lhes entendo pela bobagem que eu fiz. Mas não julguem minha banda, ou os outros integrantes. Há na nossa equipe torcedores de vários times. E podem ficar tranquilos que já estou sendo bem punido por alguns deles. 

Por fim, gostaria também de pedir à torcida do Vila, que parem com essas discussões idiotas pela internet, que acabam inflamando o encontro nos dias de jogo. Eu sei que é difícil dizer isso aos torcedores mais fanáticos e xiitas, pois a esses, seja de qualquer time, lhes falta uma namorada.

Aos que compreenderam e souberam me explicar, agradeço. Não sou fanático, não sou teimoso. Sei que errei e não devo repetir esse erro. Obrigado aos emails e comentários que souberam me repelir, sem me ofender.
O blog está temporariamente fechado para comentários, pra evitar que se comece uma nova discussão.
Pelo amor de Deus moçada. É só futebol. Paz a esmeraldinos, vilanovenses e atleticanos. Aos que ainda estão irritados, espero que um dia possamos sentar e conversar melhor, sem mágoas, sem brigas. Ninguém é obrigado a gostar da banda, muito menos de mim. Mas acho que com respeito se chega a qualquer lugar. Se ainda não havíamos tido paz, é justamente porque eu comecei faltando-lhes o respeito. Por isso peço as desculpas. 
Não volto a tocar no assunto ok???

AS MULHERES DA MINHA VIDA

Não, não. Não to falando de mamãe, ou das ex-namoradas. Quem sabe da futura namorada. É que enquanto eu namorava eu acabei escondendo de todo mundo certas paixões avassaladoras que arrebataram meu coraçãozinho. Quem me conhece, imediatamente pensou na Juliana Paz. Vamos com calma, agora ela é uma senhora, casada. Isso me irritou muito, afinal de contas depois de eu citá-la em duas músicas, ela não me convidou pro casamento. Pra ser o noivo, enfim. Cortei relações. Pois ela que saiba que eu só fiz uso de seu nome porque precisava de uma boa rima. Já a Alline Moraes...Aah Alline Moraes!! Muita gente tem me perguntado se é uma paixão antiga. Sim, é! A gente namora há uns 7 anos. Eu comecei a namorá-la quando ela era uma lésbica da novela das 8. Depois namorou o Cauã (chato!), e eu continuei namorando-a sem pressão, sem cobranças. Andou pegando outros por aí, mas eu não me importo. Quando ela souber que eu existo vai acabar sabendo que a gente namora, e vai terminar comigo. Foda! Mas que ela saiba que meu mundo não gira em torno dela, viu! Eu tenho mais amores. A Grazi foi o único ser capaz de me fazer assisti o BBB. Que linda, que meiga, que educada. Sim, eu sei, ela vai se casar com o Cauã (que cara chato, toda hora no meu caminho, pisando na minha janta!). Aliás falo brincando, porque o Cauã é meu ídolo. Que cara bonito, credo! Mas é chato, um cara desses não tem o direito de ser gente fina, de ser engraçado, de ser boa praça (expressão retirada dos baús do vocabulário popular!). O Santoro é outro, parece gente fina, mas não pode não viu, meu filho! Faça-me o favor de aparecer no vídeo show, ao vivo, dando uma patada na repórter novata. E tem o Giane (pausa pra um breve comentário).

Vocês já notaram que todo artista mais novo, quer se impor chamando os famosos somente pelo primeiro nome, ou pior, pelo apelido? Assim: Bem, eu to tendo o privilégio de trabalhar com o Tony e com o Lima. O Benedito me deu esse papel maravilhoso e o Jayme é um fofo na hora de dirigir!!!

Voltando: Eu e meu irmão éramos fotógrafos em um desfile em Goiânia que contava com a Participação do Reinaldo Gianechini. Depois do desfile rolou sala de imprensa, com o cara dando o ar da graça pra entrevistas e fotos. Educação total por parte dele, e paciência também. A cada sorriso dele, umas 3 mulheres desmaiavam. Fiquei muito puto. Ele não tem esse direito. Chegar na minha cidade e ir distribuindo sorrisos assim. Esse cara tem o dever de ser metido e chato. Ou gay. Senão a gente vai falar mal como? Giane, Mire-se no exemplo do Dado.

Mas o que está acontecendo comigo? É um texto sobre mulheres. Mulheres!!! Saiam já daqui, seus chatos! De volta às minhas paixões... 
Eu tenho outros amores escondidos por aí. Sabem quem eu amo? A chapeuzinho vermelho. Não, não sou pedófilo. É a chapeuzinho da propaganda da educação no trânsito. Vocês se lembram dela? A propaganda se passava numa mesa de reuniões com personagens infantis. A Chapeuzinho, uia! Pra quem não se lembra dela, aí vai o vídeo. 
http://www.youtube.com/watch?v=VbFPIcCn6TY&feature=related Eu a amo tanto, que ela não diz uma palavrinha sequer durante todo o comercial e eu não me desgrudo dela. Sem contar que tem todo o charme da roupa, o sex-appeal de estar prestes a ser comida, enfim...
A minha poligamia televisiva vai além. Eu amo a Sandra Bréa. Eu sei, ela é das antigas e que Deus a tenha. Mas ela não está mais distante de mim do que essa chapeuzinho aí. Daí amo mesmo!! Ela era linda, linda. Que perfeição, que rosto, alta, esguia (to desenterrando termos com os quais papai designava mamãe nos bailes da jovem guarda, é uma brasa, mora!). E tinha uma voz. Meio rouca, de quem acabou de acordar, depois de dormir muito bem, cansada você bem sabe porque. Essa é minha paixão clássica, vintage.
A Patrícia do Roletrando. Linda, jeitinho meio inocente, até bobinho. Eu torço tanto pela letra A. Só pra ela aparecer mais no vídeo. Cabelão, bocona. - Uma cidade do interior Paulista. Patrícia, tem letra A? - Tem sim, Sílvio! E eu torcendo por Araraquara.
A Sheila Melo desperta meu lado mestre-de-obras. Ô lá em casa!
Amo também a Mônica Waldvogel. Que charme, que inteligência. E gata. Muito gata. Já deve ter filhos do meu tamanho, mas caso com ela e jogo play com eles. Perfeito.
Luciana Vendramini, ta sumidinha, aparece lá em casa! 
Isso tudo é pra vocês verem que eu não estou sozinho. Pra quem andou perguntando sobre minha deprê. Eu tenho meus amores, e elas nunca me abandonaram. Eu ligo a tv e vejo todas elas, só minhas. Nunca brigaram comigo por eu amar mais de uma. Nunca me ligaram reclamando de nada. Aliás nunca me ligaram! E eu amo todas. 
Agora que eu tô famoso (huahuauhauhauhhua, eu não ia perder a chance de escrever isso!), pode até ser que eu cruze com algumas delas por aí (que não seja a Sandra Bréa, por favor!). Mas alguém aí sabe me dizer ao menos o nome da Chapeuzinho????? Não é paixão, é amor mesmo!!!!

CADE O GLAMOUR????

Muita gente tem me perguntado o que mudou depois do Faustão. Vou abrir o jogo e dizer tudo, tudo. Não mudou nada. Na verdade o que muda é a perspectiva de quem lhe vê. Quem já nos conhecia acha que estamos famosos. Mas pera ai! Pra ficar famoso é preciso se tornar mais conhecido. Quem me acha famoso já me conhecia antes. Não dá pra entender. Alguns amigos reapareceram, outros desapareceram. Meus melhores amigos não me ligam mais. Falei com um deles que disse: Ah, não te liguei porque achei que ia estar ocupado. Daí falo com o cara e ele me pergunta como anda a gravadora, o escritório de vendas de show. Caramba! o Faustão te distanciou de mim, velho???? Me pergunta quem eu to comendo, po! Vai que um dia eu topo a Alinne Moraes, hein hein? pra quem eu vou contar? A principal mudança talvez tenha sido o fato de que me tornei mais mentiroso. Eu explico. As pessoas vão ficando cada vez mais íntimas, até pela natureza do nosso trabalho. E eu sou educadinho porque assim mamãe me ensinou. Mas me aparece cada uma. E eu sou obrigado a tratar com delicadeza e respeito. Se um dia sou acometido pelo mal que assolou o Jim Carrey em "O mentiroso", eu to ferrado.
- E aí Fabrício. Como tá a Pedra Letiça? cara, eu to com uma música aqui que você tem que cantar no seu show. Fui eu que fiz, ouve só! É a cara da sua banda.
- Que bosta é essa? letra sem graça, música escrota. Muito me preocupa você achar que esse lixo tem a cara da minha banda. 

- e aí Capota? você que é o cantor do pé da Letícia ne? Amanha vamo fazê um churrasquinho pá nóis lá na xácra! Só nóis e as gata! Bora lá tocar um violãozim???
- Nunca! Você quer é que eu toque de graça pra você fazer moral com esse bando de baranga. Ainda sei que a carne vai tá uma merda e você vai acabar me servindo Pepsi.

- Faaaaala Fernandão! Você é aquele vocalista que canta beber, cair, levantar, ne?
- Sim sou eu. E também canto a dança do quadrado, pó pará com o pó, e todas as outras músicas que você viu na internet. Além disso o Jeremias sou eu também. Eu falo sanduiche-iche, cacete de agulha, dou um golpe do sub-zero brasileiro e cantei no British Awards. Só que pra cantar lá eu fiz aula de canto e engordei um pouquinho. O cabelo é meu mesmo!

- Fábio? vocalista das barangas?
- Não senhora! Fábio de Melo padre e marqueteiro.

- E aí Compota. Manda um abraço pra mim lá no show de hoje a noite?
- Voca acha mesmo, companheiro, que no meio daquele tanto de gostosa, eu escolheria justamente você pra mandar um abraço????

- Faaaala Cambeta. tá rico agora hein???
- Tô viu! esse carro mil, é pra disfarçar. Eu não tenho cartão de crédito é por opção mesmo, porque tenho grana pra pagar tudo à vista. Esse x-burguer que eu to comendo é pra matar a saudade, caviar às vezes cansa o nosso paladar. E essa roupa velha aqui é coisa de artista, sabe como é. A gente pode ser excêntrico e usar camiseta furada. Aliás a cueca também tem um buraco grande, pode perguntar pra sua irmã!

- Mas hein, menino! Quando é que vai ter showzinho da sua bandinha?
- Minha senhora. Eu ensopo uma camiseta de suor, fico com os dedos latejando, me esguelo (que falta me faz o trema!), dou o sangue se preciso. E você chama a minha banda de bandinha e meu show de showzinho? De certo a vida da senhora é grandona, e produtivona. Deve receber um cachezinho, pra entrar pro quartinho, com um clientezinho, baixar a calcinha e dar essa coisinha mixuruquinha aí!

- E aí Cowboyta. Toca um modão aí pá nóis!
- Você faz o que dá vida, amigo?
- sou fazendeiro. Crio gado.
- então podia parir um bezerro aí pra mim. 
- Uai, vai lá na fazenda que te mostro como que é criar gado.
- Uai, vai ao show que te mostro como eu toco.

--------

E por último vou contar um pequeno caso. Fizemos um show em Ilha Solteira. O Show foi muuuuuito bom. Adoramos, mas o melhor veio depois. Os meninos iam voltar com a equipe técnica pra Goiânia. Eu estava vindo pra São Paulo, mas iria fazer uma parada em Presidente Prudente pra visitar amigos. Enfim, precisava pegar um busão de Ilha Solteira até lá. O Ônibus saia as 5:30 da manhã. Perfeito o horário. Acabou o show, recebemos uma galera no camarim e já emendei pra rodóviária. Mas ao chegar lá descobri que tinha que pegar um baú até Andradina e de lá um outro pra Presidente Prudente. O ônibus que saia de Ilha Solteira pra Andradina não é um ônibus de viagem. É um coletivo normal mesmo. E fuleiro. Entrei com minha mala e uma mochila, sentei lá no fundo e logo entraram 3 adolescentes que eu pareciam estar no show. Me olharam, olharam de novo, mas não acreditavam que era eu mesmo. Depois de botar 5.000 pessoas pra pular, animadíssimo, não podia ser o mesmo cara, cochilando num banco de busão. Ainda acabo com essa falta de glamour!!!!

VALE A PENA OUVIR!!!

Eu havia parado de dar dicas de música. Por preguiça mesmo. Acabei de chegar de um lançamento de um cd. A história é interessante.
Num belo dia, o Juninho, nosso produtor, avisou, antes de um show em São Paulo, que o Alison estaria lá, que era pra dar um oi e coisa e tal. Alison? ÉH! O filho do Chitãozinho e Xororó! Como assim, Juninho, o Chitãozinho e o Xororó reproduziram e nasceu um sabiazinho sertanejo? Não, não, ele é filho do Chitão, só. Mas num precisa de uma mulher? Ah, Fabiano, você entendeu, vai. 
Conversei um pouco com o cara, pareceu gente fina. Falou que conhecia nossa banda, que curtia o som, e que tinha uma banda também. A Alison 4. Fui educado, como sempre sou. Aliás, achei muito massa, porque nós somos fuleirões e achamos massa que o filho do Chitão tava lá. Mas eu nem sabia o que conversar. No meio do show, ainda ofereci Camioneta Zera pro cara. Sou sem noção, eu sei! Eu nunca havia escutado o cara cantando, nem a banda tocando. Hoje, estou em Sampa e o Juninho me ligou avisando que seria o lançamento do cd dele - do Alison, não do Juninho, ne? -  e que eu havia sido convidado. Evento que veio bem a calhar, já que eu ando meio na fossa. Fui, sozinho. Encontrei pessoas da EMI, me entrosei, enfim, não fiquei deslocado. Quando o show começou, tomei um susto. Não é que a banda é boa mesmo? Os caras mandaram uma pegada bacana, o cara é afinado, músicas legais, covers bem tocados. Achei massa mesmo, mas o melhor tava no fim. Tocaram por último uma música do cd deles que é muito boa. Muito boa mesmo. Eu poderia nunca fazer essa propaganda aqui, o cara não precisa, pouca gente lê isso, e ele mesmo nem vai ficar sabendo. Mas é bom mesmo, juro. Fiquei empolgadão. Quando acaba um show todo mundo dá parabéns, ne. Mas quando acabou eu fiz questão de dizer a ele que eu o cumprimentava com sinceridade. Ele me tratou tão bem que eu passei a me xingar internamente. Eu tive a reação inicial que a maioria de vocês deve ter quando ouvem que o cara é filho do Chitãozinho. Que nada, tão ralando no começo da carreira que nem a gente. Tão beijando a mão de cada um que vai aos shows, tão ensaiando, tão correndo atrás. É um cala boca pra quem pensa que é só ser filho de famoso. Filho de Chitãozinho bosta, o cara não montou uma dupla, não toca nada parecido, nem apadrinhado. Ganhou um fã! 
Enfim, tó falando isso pra juntar com o assunto do momento: Susan Boyle. Mania que a gente tem de julgar. Ela por ser feia, desarrumada, e virgem aos 90 anos. Ele por acharmos que nasceu com a vida artística ganha. Deve ser um saco todo mundo te tratar como o filho do fulano. Tomei na cara. O nome dele é Alison, a banda, ALISON 4, e a música que todo mundo devia ouvir se chama CHICO.  

----------------------------------------------
Dois breves comentários:
1. Por mim a Susan Boyle pode continuar virgem. Nem o Carlão pegaria. E acho que estragaria o charme dela. Quando ela começar a dar vai perder o que tem de mais bonito na voz. O desespero.
2. Lá no lançamento do cd um cara veio me cumprimentar pela banda e pela apresentação no Faustão. Era o Lucas do Fresno, de quem aliás já citei no blog, como a banda de hoje que eu realmente acho que tem coisas a oferecer. Eu não chegaria nele, né. Mas ele veio, todo tranquilo e falou comigo. Achei massa, liguei pra minha mãe (que é fã de Fresno), de madrugada, contando. Enfim, continuo o mesmíssimo fuleiro que se empolga com tudo ne. 
Antes de alguem falar bobagem sobre isso, sim, eu vou continuar humilde e não, não vou me deslumbrar quando a Alinne Moraes me der moral.

Ô Loco , Meu!!!

Acabei de chegar no hotel. Sabem onde eu estava? hein, hein? na Grobo. Domingão do Faustão. Vou contar uma coisa, rapidão.
Sabem o que passava pela minha cabeça - além do mousse para cachos definidos - antes de entrar no palco do Faustão?? Eu imaginava em quem estaria assistindo e me veria naquele momento.
Vamos por partes. 
Eu comecei pensando nos amigos de colégio, antigos, com quem convivi tanto e há tempos não vejo. Que viram o cara nerd com medo de mulher, aparecendo na tv pra 50 milhões. E claro pensei nas meninas com quem estudei e que nunca olharam pra mim com outro olhar que não fosse o de dó. rsrsrs. Pensei que meus parentes estariam orgulhosos, meus pais estariam chorando.
Mas como sempre, meu pensamento me traiu. Mais um pouco e eu comecei a lembrar das ex-namoradas. Os ex-rolos. A ex-sogras. Dái foi um pulo começar a pensar em outras merdas. rsrs
Estaria a Alinne Moraes me assistindo, me ouvindo pronunciar o santo nome dela em vão? A Juliana Paes? com o marido indignado. Pensei mais longe. Estaria a Sheila Carvalho, a Fernanda Machado, a mulher-melancia, sei lá. A Dilma Russef por exemplo. Dá pra imaginar ela dando um pequeno sorriso, se virando pro lado e dizendo: Que merda é essa???  Fiquei pensando se o Pelé estaria ligado na Grobo. Imaginei se o Fernando Collor tava assistindo, se a Rita Lee, o Simoninha, a Simony, o Jerry Adriany, o presidente Lula. Sim, eu penso muita besteira. De repente fomos chamados ao palco. Meu coração tava a mil. Daí me lembrei de uma pessoa muito especial, meu sobrinho. Ele vai demorar uns 10 anos pra entender isso porque ele só tem dois anos. Mas fiquei pensando em como ele nao tava nem aí. Todo mundo se descabelando na sala da minha casa, e ele preocupado em brincar com a enceradeira. Deve ter sido o unico lá em casa que teve a calma necessária pra dançar todas as músicas. Devia ser o unico de costas pra tv tomando suco de uva. Meio que se questionando o porquê de toda a aglomeração em torno de um caixote com imagens do titio. E me acalmei. Ri disso, sozinho. Percebi que a gente exagera tudo. Apesar de ter sido incrível, não é o fato de ter estado lá que resolveu minha vida, ou que me faz uma pessoa diferente, melhor ou pior. Sou o mesmo fuleiro, pobre e inseguro de sempre.
Mas que eu lembrei da Dilma Russef e do Fernando Collor, ahh.....preciso de um analista, urgente!

Só mais um comentário. Sim, as bailarinas são todas gostosas. Como já havia falado o Thales, meu grande amigo e parceiro, são mulheres aquário. Pode olhar, mas não pode por a mão. E elas ralam pra caramba, rola ensaio toda semana, de cada repertório. Sei disso sem ter conversado com uminha sequer. Mas o coreógrafo me disse que elas ralam muito. Que ensaiaram teorema de Carlão durante dois dias. Dá pra imaginar isso? As meninas sendo obrigadas a dançar uma música desconexa e ridiculamente engraçada?

Por fim, nada a ver com o que eu disse aqui, mas corram pra assistir ao filme sobre a vida do Wilson Simonal. Sem mais comentários....   

PEQUENAS IDÉIAS, GRANDES BOBAGENS!

COMECEMOS OS TRABALHOS:

Quem me conhece sabe que sou viciado em coca cola. Eu estava pensando se o mundo fosse todo feito de coca. Ao invés de água, coca cola. Abre a torneira e faz tssiiiiii. Eu so tomaria banho gelado. E pra quem pensa que depois de um banho assim eu ia ficar pregando, que nada! Ia ficar me lambendo tipo felino. Delícia. Imagina o mar quebrando na praia e as ondas fazendo o glup glup que a coca faz qdo sai da garrafa. E quando chovesse, eu ia ficar embaixo de um telhado, numa calha, com um copo e duas pedras de gelo na mão. Aliás, quem inventou que coca cola tem que vir com gelo e limão? Que raiva que dá! Você pede uma coca, da pura, e o garçon se sente no direito de te trazer uma rodela de limão pra estragar o gosto. Se eu quisesse limão, eu pediria poxa! Eu não pedi caipirinha, pedi uma coca cola. E quando a coca tá tão gelada que forma uma fina camada de pequeninos gelos coquísticos por cima? hein hein? Outra coisa que não suporto é pedir coca e ouvir do garçon que só tem pepsi. Não, então me traz um guaraná mesmo. Pepsi é imitação barata de deus-coca. É a coca do paraguai, é o Jorge Vercillo da coca. Já ouvi muita gente dizendo que coca desentope pia, mas falam isso como se fosse ruim. Como assim, quem quer uma pia entupida? Além do gosto e do prazer maravilhosos de se tomar uma coca, ela ainda pode trazer benefícios ao lar. Eu queria conhecer o cara que conhece a fórmula secreta da coca. Tipo o mestre coqueiro. Eu o chamaria de grão-mestre coqueiro. A fábrica da coca deve ser tipo a maçonaria. Voce entra como office-boy e o máximo que pode conhecer da fórmula é bebendo mesmo. Depois você vai subindo na hierarquia coquesca. Até o dia em que pode provar uma coca direto da caldeira da bruxa que a produz. Os meus amigos chatos intelectuais não gostam de coca porque acham que é um símbolo do imperialismo americano. Eu já acho coca cola extremamente democrática. A coca tem o mesmo gosto em qualquer lugar do mundo. A coca que eu tomo é igualzinha a do Obama. Eu desconfio que a Santa Ceia foi regada a coca. Eu até desconfio que foi Jesus quem inventou a fórmula secreta e esse segredo é guardado pela maçonaria. Faz sentido, nao faz? num belo dia, doido pra fazer um milagre e precisando de um bom marketing, transformou água em coca. O Santo graal deve ta escondido com aquele restinho preto no fundo. Isso só não ta na bíblia por questões de direitos sobre a marca. Só penso que, se nos rios corresse coca, no Tietê correria American cola.

Pra terminar, uma pequena coisa que me ocorreu quando a empregada da casa de um amigo lavou uma camiseta que parecia suja e estava no fundo da gaveta, mas que continha o autógrafo do Pelé. Imaginem se a empregada do Vaticano resolve dar uma geral e lava o santo sudário?
 - Eitcha que esses pano tá imundo! Ô Seu Papa, nesses trapo aqui eu tive que passar cândida viu? Num saía dijeito manêra. Mas agora o sr pode confiá que tá branquim. Mas eu truxi de casa mais uns pano de chão pra misturá. É que eu tava dano uma geral e ví que uns moleque pixaru o teto dessa capela aqui. Tava tudo xujo de anjim. Pode dexá que já lavei tudo po sr. Tá tudo brilhano. Mas comé que póde né, seu Papa. Como que eles consegue subi lá? Deu um trabaião pra limpá. Tive que misturá Gasolina com Qboa. Eu não tinha balde, daí usei essa tacinha aqui, que aliás tava péssi tamém. Tava com o fundo cheio de coca cola e as formiga juntano. Mas póde ficá tranquilo que comigo o selviço é garantido, viu? Tô ino, fica com Deus!


COMO SE LIVRAR DE CHATO INTELECTUAL

Eu cursei algumas faculdades públicas, sempre convivi no meio "alternativo" da noite, e sempre gostei de filmes iranianos. Mas eu confesso que acho complicado aturar chatos intelectualóides que, de um modo bastante presunçoso, acham que aqueles que não admiram Glauber Rocha e Pasolini deviam queimar no fogo do inferno, de Dante.
Crio agora um pequeno manual de ajuda aos que gostariam de dispensar programas de índio em prol da cultura inútil e do besteirol puro:

Caso 1: Seu amigo chato intelectual te convida pra um sarau

- E aí, companheiro! Hoje vai ter sarau de poesia neo-concreta com exposição de quadros pintados com urucum. Vai ser lá na casa de arte "Mártires da repressão". Toda a galera inteligente e antenada contra essa política liberal-opressiva vai estar lá. Vamos? 
- Pois é, Ernesto. Você sabe que gosto muito de valorizar produtos genuinamente nacionais, sem ufanismo barato, mas com o resgate das raízes afro e do passado escravagista brasileiro. Sabia que os escravos transformaram a polca e a valsa européias num novo ritmo frenético que passou a embalar os encontros miscigenados?  Misturando tambores africanos, instrumentos melódicos oriundos da cítara e do cravo, e alternando o tambourine para um novo modo de se tocar, com a base na mão direita, inventaram o pandeiro. Com o resto da carne de porco que lhes eram entregues, acabaram por criar um novo e apetitoso prato. É com base nessa retomada do nacionalismo que eu vou à feijoada com pagode do Neneca. Lamento não poder ir ao sarau, mas combinei com o Jaú, o Xumbinha, o Beto voz de pato e o Soares, e você sabe né, tudo pelo Brasil.

Caso 2: seu amigo chato intelectual te chama pra assistir um filme do Godard

- E aí, companheiro! Hoje vamos à casa da Irene fazer uma sessão Jean-Luc Godard. Não serão só filmes dele, mas também de seus seguidores. Estamos programando 18 horas de cinema de qualidade. Nenhum tiro, mas pura revolução. Toda a galera inteligente e antenada contra essa política liberal-opressiva vai estar lá. Vamos?
- Pois é, Ernesto. Você sabe que essa nova onda de retomada da cultura imperialista norte-americana, com base na trégua que demos com a eleição do Obama, não tem me agradado muito né. Apesar de não achar que ele seja absurdo como o Bushinho, ainda estou esperando pra ver melhor qual é a desse cara. Por enquanto faço minha parte apoiando aqueles que são oprimidos mais de perto por essa política ianque. Tenho pesquisado bastante sobre o México, seu passado principalmente. E mantenho firme minha posição de ataque às culturas internacionais impostas. Lá eles produziram durante a década de 70, programas radicalmente nacionais, esnobando a estrutura e o derramamento inútil de dólares hollywoodianos. Efeitos especiais caseiros que, com um pouco de boa vontade, pareciam reais. O roteiro é maravilhoso, expondo problemas nacionais, tocando na ferida sem medo. A série se passa numa vila, com várias famílias convivendo e tendo que aturar-se envoltos em problemas financeiros. O protagonista é um garoto órfão que a cada problema se esconde num barril. Olha que sacada isso! Representando o imperialismo do Tio Sam, há um senhor gordo que cobra os aluguéis mas não providencia quaisquer melhorias aos moradores. E em especial há um senhor anárquico que se nega a pagar os últimos 14 aluguéis, assim como se permite viver sem trabalhar. Um dia te mostro esse seriado com mais calma...deixa eu ir, que se trata de uma pesquisa importante.

caso 3: Seu chato intelectual te chama pra participar de uma manifestação em favor da demarcação de terras dos índios Capacôco na divisa do Acre com a Bolívia.

- E aí, companheiro! Estamos organizando uma passeata com nariz de palhaço em frente à sede da Funai. Esse governo não entende que os índios são nossos pais, avós. Que eles também têm direito à terra. Aliás, a terra é deles!
- Pois é Ernesto. Eu queria muito ir, mas exatamente hoje estou com um trabalho voluntário. Você sabe que prezo muito pelas minorias e as mulheres estão sendo mal tratadas, humilhadas e, até mesmo, espancadas. Junto com minha companheira estamos dedicando um ato de amor contra essa realidade. Acho que se cada um de nós aprender a fazer sua parte, como tratar bem uma mulher, o mundo há de se tornar um bom lugar pra viver. Nossa pequena manifestação particular será num ambiente menor, com relexores verticais e horizontais, música propícia para o ato, e extenuante tarefa física. Não vou te convidar porque acho que cada um deve contribuir a seu modo, e o meu é só com ela.

Caso 4: Seu amigo chato intelectual te convida pra ir ao show do Tom Zé, no Campus

- e aí companheiro! Hoje reuniremos todos os companheiros a fim de assistir a um espetáculo de música e de poesia. Tom Zé vai estar no campus pra um show que pretende abrir os olhos dos jovens, pretende mostrar a capacidade de fusão da música brasileira, pretende mostrar a amplitude de possibilidades da poesia, pretende destravar o jovem da repressão musical imposta por rádios e tvs, pretende informar, pretende libertar, pretende bastante coisa. Enfim, é um show bastante pretensioso.
- Pois é Ernesto! Eu até queria ir, mas tenho outro show. Na verdade esse show que eu vou só pretende divertir. Mas isso é o que pensam os nobres músicos. Você sabe que prezo pelas minorias, e estou farto de canções embaladas pela beleza esquelética imposta pelas passarelas. Pois essa banda transgride ao cantar uma ode à feiura. Defendem a união civil homossexual, contestam a vertente musical sertaneja imposta como estigma ao centro-oeste brasileiro. São tantas as poesias transgressoras que me perderia em tecer elogios. Só há um problema pra nós, companheiro: Eles não tocam Raul!

O SHOW DO FLAMBOYANT E OS AUTÓGRAFOS!!!

O show foi simplesmente maravilhoso, emocionante. Não tenho palavras pra explicar a sensação de ganhar esse jogo em casa. Ainda agora estou em êxtase de ver tanta gente, e tanta gente que conheço. Obrigado a todos que foram e curtiram cada música. Muita criança e senhores que não assistiriam normalmente ao show. Olhar a platéia e ver minhas tias, tios, mãe, pai, irmãos, primos, amigos de infância, amigos dos trabalhos pelos quais já passamos. Gente que eu nunca imaginaria ver cantando nossas músicas. Que vitória. Eu preciso reescrever esse post depois, sem essa euforia que me ataca a toda hora.


Mas - e sempre há um "mas" - nada pode ser perfeito. Ouvimos algumas pessoas reclamando sobre a atenção da banda com os autógrafos e a atenção dispensada aos fãs. Pra que fique claro, a saída da banda se deveu ao tumulto e ao fato de as lojas permanecerem fechadas durante todo o evento. Elas precisavam reabrir, até por uma questao contratual, depois de uma hora e vinte de show. Por causa do tumulto, acabaram fechando mais cedo e não conseguiam reabrir. Outra preocupação era com o número elevado de crianças e com o zelo que temos que ter com elas.
Por isso saímos de forma inesperada, atendendo poucas pessoas. Numa situação como essa, não depende de nós, da banda, como controlar as coisas. Ficamos, como o público, a mercê da decisão da organização do evento.
Nós da banda gostaríamos, inclusive, de ter curtido mais aquele momento. Era o ápice do que sempre procuramos e fizemos.
Me parece porém, que muita gente espera haver um problema pra poder argumentar que estamos mudados, estrelas etc.
Fico tranquilo, pois sei que continuamos os mesmo fuleiros de sempre. COntinuo indo ao Pão de açucar de chinelo, ao posto de gasolina de madrugada pra comprar coca cola e ficar horas dando risada com os meus brothers frentistas.
É claro que as coisas mudam, e acho que todos vocês torcem muito pra que obtenhamos sucesso. Mas essencialmente é meio bobo ficar falando isso. E me incomoda muito, pessoalmente. Peço desculpas a todos que compraram os cds e não tiveram o autógrafo. Mas é pra isso que estamos sempre aqui, no orkut, no msn, no meu blog. Contato direto, pra poder conversar, rir, e brigar também.
vamos combinar uma data e um local pra autografarmos os cds ok? Desde que haja Coca cola gelada ( - hmmm, ta fresco hein Cambota, agora só serve se for Coca e se estiver gelada? hmmm) a gente senta num lugar, conversa e assina, massa?
e vamos combinar que essa história de estrela e frescura, tá batida.

 

"...ô BOIADEIRO, ESTOU INDO PRA BRASÍLIA."

Chegamos lá, à meca do Rock n Roll nacional. Ontem fizemos um show espetacular em Brasília. Deve estar sendo chato eu ficar comentando cada show né, mas a maioria de vocês já sabe que somos um bando de fuleiros que se encanta em cada cidade, cada apresentação, e se emociona de verdade. Eu nasci e fui criado em Goiânia, e posso dizer, sem medo de errar, que nossa cidade não é muito bem vista na capital federal. Tudo porque sempre acham que somos caipiras. E assumo nossa parcela de culpa nisso tudo. É a propaganda que sempre fizemos. Quando a banda começou a viajar pelo país, assumimos a missão de mostrar um lado diferente de Goiás. Mais Rock n roll, menos dor de cotovelo, mais alegre, e sem medo de julgamentos, mais inteligente. Toda banda sonha em tocar em Brasília, o berço do BRock, o útero das grandes bandas nacionais. E somos oitentistas. Foi massa! Geral cantando junto. Um sonho que realizamos e garanto termos sido competentes ao realizá-lo. Eu nunca imaginei que fosse ser tão bem recebido lá e estou lisonjeadíssimo por isso. Tocamos num evento da UNB muito bem organizado, dividindo o palco com o Teatro Mágico. Adorei. Não existiam fãs exclusivistas de um ou de outro. Eram milhares de pessoas curtindo dois sons diferentes, mas igualmente interessantes. Eu via uma galera no público que estava com o rosto pintado de palhaço, claramente esperando o Teatro Mágico, e que se esbaldava gritando TOCA RAUL!
Foi bom, muito bom. Valeu Brasília, valeu Teatro Mágico, valeu cada ingresso comprado.
Logo voltaremos por aí.

pê.ésses:
1. Legião Urbana nunca tocou em Goiânia. Rolam milhares de boatos sobre a razão disso. O mais provável era que achassem que aqui não gostamos de rock. Gostamos sim, e sempre amamos Legião. Renato Russo teria curtido o show de ontem, certeza.
2. Já havíamos tocado duas vezes em Brasília: Na primeira, no aniversário de um grande brother meu, o Gustavo (irmão) há uns 3 anos, pra umas 30 pessoas. E já foi muito massa. Na segunda tocamos há uns 2 anos numa festa de fim de ano do Banco do Brasil. Mas o povo queria ouvir forró. Não deu muito certo, rsrsrs. Para todos os efeitos, esse foi nosso primeiro show na capital.
3. Adoro Brasília, e já fui muitas vezes passear. Meu último carnaval eu passei lá. Mas dessa vez foi muuuuito melhor rsrsrsrs
4. QUem não conhece Brasília dê um jeito de aparecer por lá. É massa. A cidade é diferente de tudo o que você já viu. Ruas largas, quarteirões gigantescos, números identificando tudo, e o formato de avião. Mas nem pense em errar uma entrada ou uma saída. Na volta me perdi, andei uns 40 km sem ter idéia de onde estava. E voltei pro mesmo lugar.

Enfim, Brasília é perfeita. Acho uma sacanagem deixar o Lula morar lá!!!

 

É...TUDO É POSSÍVEL

Olha eu na tv! Já fizemos vários programas de TV, mas todos regionais ou em tv fechada. O nosso primeiro programa em rede nacional por tv aberta acabou de passar na Rede Record. Fizemos uma breve aparição no programa Tudo é Possível, da apresentadora Eliana. Vamos aos fatos. Sem a menor modéstia, eu estou lindo. uhahuahuahua. Que figurino, que pele, que cabelo! O que me leva a crer que nem todo mundo é tão bonito assim quanto aparece na televisão. Minha mãe disse que eu parecia um galã. Analisemos essa frase. Se minha mãe disse que eu PARECIA, é porque nem ela me acha lá essas coisas! Não acreditem no que vocês costumam assistir. Eu não acredito em Ana Hickman. Aquilo é feito em computador, certeza! Fomos levados pelo Reginaldo Rossi, que participava de um quadro do programa e tocamos "Em Plena Lua de Mel" com ele. Foi bem rápido. Confesso que me senti meio o Geninho da She-Ra. Lembra dele? Quando acabava o desenho ele aparecia e perguntava: e aí amiguinho? Conseguiu me encontrar durante esse episódio?? Ainda cortaram (mais) uma versão (de novo) desafinada de "Como que ocê pôde abandoná eu?". Mas foi bom, muito bom. Curiosidades:
1. Eu não conheci a Eliana, tudo o que eu conversei com ela durante toda a minha vida está nos 30 segundos do vídeo. Mas deixei meu msn anotado no mural de recados da produção do programa. Vai que ela fica online ne?
2. Eu sou cagado de arara mesmo! O quadro de que o Rossi participou costuma ser emoldurado por belas garotas. Na única vez em que fomos convidados a ir ao programa o quadro foi trocado para a apresentação de seis saradões de alcunha "Ricardões". AFF!!
3.a. Minha namorada disse que eu estava lindo, mas que o lenço no pescoço me deixava uma bicha louquíssima. ou louquérrima!!! Ela se sente confortável com essa situação uhahuahuauhahu
3.b. Eu tava com um visual de inverno, mas fazia um calor de doer. O pior é que enquanto eu assistia ao programa vestia uma bermuda bem fuleira e uma camiseta de time de futebol. E tava feio, muito feio!!!
4. Nos corredores da Record eu cruzei com os comentaristas esportivos, os Ricardões, os jornalistas. Ana Hickman que é bom, necas!! O que reforça a minha tese sobre sua inexistência no mundo real, em 3D.
5. Durante toda a música eu sentia uma vontade incrível de ir ao banheiro. E não era xixi. E tava na portinha. Nem tudo aquilo que se vê é dancinha, às vezes era uma tentativa desesperada de espantar o Ali Babá do Abre-te Sésamo!

Sei que outros programas como esse vão rolar em breve. A gente vai pegando a manha. Como aparecer melhor no vídeo, qual roupa escolher, como resumir o que se tem pra dizer. Mas nunca mais me esqueço de ir ao banheiro antes.

_______________________________________________

Mudando de assunto: Meu sobrinho tem dois anos de idade. Lindo, fofo, mas dá um trabalho! Está naquela fase em que não consegue se comunicar direito e nem adianta tentar explicar as coisas porque ele não entende. Está aprendendo as expressões cotidianas. Ontem fui dar uma bronca nele porque fazia bagunça na mesa do almoço. Ele faz uma carinha de gato do Shrek e diz: DICUPA!! Não tem como continuar brigando. Aprendeu há poucos dias esta palavra. Antes dessa descoberta minha irmã passava-lhe um sermão e ele já havia sacado do seu arsenal a carinha de santo. Mas não encontrava a palavra mágica que desfazia a bronca. Ela falava e ele: - hmmmm. Ela continuava a bronca e no desespero dele em encontrar a expressão, disse: BOA NOITE!! uhahuahuahua

O Lucas é filho da minha namorada e tem 6 anos...
(Pausa pra um comentário sujo: obviamente ele não é filho dela somente. Há um pai! Mas que nós, padrastos - que palavra horrível, culpa dos contos de fadas - parecemos desprezar a existência, por um motivo simples: O menino foi CONCEBIDO. E, por concepção, subentende-se aquele ato amoroso que também desprezamos que nossa atual namorada já tenha feito!)
retomemos...ele está fazendo aulas de xadrez e me perguntou se eu sabia jogar. Disse que sim. Resposta errada. Acabei me colocando numa situação ridícula. Não há saída, ou perco de um menino de 6 anos, ou terei que estudar xadrez. Ou você não acha ridícula a cena de ter que procurar pela internet um tutorial de xadrez a fim de ganhar de um menino de 6 anos?? Quando ele começar a executar as jogadas que aprende na aula e me disser Xeque-Mate, vou dizer: -hmmmmm, BOA NOITE!!

 

MARINGÁ III (AGORA SIM!!!)

Algumas pessoas já estavam cobrando e eu não poderia deixar de falar sobre o show de Maringá. Para quem não entender direito sobre o que estou falando aqui, será obrigado a ler - ou reler - um post antigo deste blog. Falei sobre uma das piores experiências da minha vida, ao tocar num show em Maringá e ser vaiado num evento com mais de 10.000 pessoas. Quem leu, ou me conhece, sabe que não fiquei com mágoa nenhuma da cidade, muito pelo contrário, fiquei na fissura por um novo show lá, no qual eu pudesse mostrar a verdadeira cara da banda. Fizemos um segundo show, pouco tempo depois, numa casa noturna, e realmente foi bom. Mas agora foi foda. FODA!!! Era um evento universitário, calourada dos alunos da UEM. Vou contar na ordem cronológica. Quando o show foi confirmado pelo nosso escritório, uns meses antes, eu já fiquei ansioso. Durante o mês de fevereiro ensaiamos um novo show que seria estreiado justamente lá. Pra aumentar o clima, o cara da marca de violões Takamine, iria lá pra nos assistir e fechar o meu patrocínio. Saimos de Goiânia no micro-ônibus (ai que preguiça de ler sobre a nova ortografia!!) da banda rumo a Maringá, na obrigação de sair correndo após o show, pois iríamos tocar em Araguaína-TO dois dias depois. Satisfazendo a curiosidade de vocês, 2.200 km separam as duas cidades. Chegamos a Maringá, encontrei o Eber da Takamine na porta do hotel. Hotel meio fuleiro, digo sem receio. Eventos universitários são feitos com grana contadíssima e não grilamos por termos sido hospedados lá. Mas não causava a melhor das impressões no meu patrocinador. Fomos passar o som, e o espaço era uma tenda de circo improvisada. Enfim, nada muito chique, mas tudo feito com bastante organização em empenho por parte da galera do DCE. A passagem de som foi interrompida por um supervisor carrancudo que dizia que já havia começado as aulas e não poderíamos fazer barulho. Parecia que ia dar tudo errado. Foi chegando a hora do show e confesso que fiquei um pouco nervoso. Vimos que o local estava bem cheio de gente, e ficamos no camarim. Quando saímos em direção ao palco, pro show, tive leve noção que havia mais de 5.000 pessoas lá. Caramba, no primeiro acorde a galera começou a pular e cantar. Sabiam todas as músicas. Depois de 15 minutos, o nervosismo já tinha sumido e eu me divertia muito. Gente bonita, alegre, se divertindo demais. Quando fomos tocar Teorema de Carlão, uma menina levanta um cartaz com os dizeres "Carlão, pega eu!". Nesse momento foi inaugurado um "quadro" do show. A partir de Maringá, passamos a chamar alguem que tenha coragem de pegar o Carlão na frente de todos. Achei que se tratasse de uma baranga verdadeira, mas juro que não era. Uma gracinha a menina. Ela encarnou a música, não sendo a baranga, mas pegando um barango, o Carlão. huauauahhua. Carlão, você me deve essa! O clima era inacreditável. No novo show, resolvemos deixar Eu Não Toco Raul para o bis. Já estávamos em êxtase, mas quando voltamos pro bis aconteceu o melhor. A galera vibrava com a música e no momento crucial do grito "Toca Pedra Letícia" eu não aguentei. Engasguei de emoção, sério mesmo. Pode até parecer um momento lindo, mas foi desesperador tentar cantar uma parte da música e ouvir só um fiozinho da voz, mais parecendo um pato esgoelado. Olhei pra trás e ví o Fabianinho com os olhos cheios de lágrima. Olhei pro Thiago e ele comemorava como se fosse um gol. Como disse, foi FODA!! 
As coisas não acontecem por acaso, e não foi por acaso que fui vaiado lá na primeira vez. Assim como não foi por acaso que saímos de lá nos sentindo a banda mais foda do mundo.
Eu sei que ainda vamos ter vários shows ruins, bons e outros maravilhosos como esse. Mas Eu já decidi que Maringá é meu lugar. Com todo respeito a todas as cidades que visitamos (que o diga Itajubá, um outro show igualmente maravilhoso que fizemos semana passada), e com a licença da minha casa em Goiânia, Maringá é minha paixão. A cidade é linda, o povo é bonito e lá, eu sou FODA!!
p.s. A primeira vez é sempre nervosa, pode doer, pode sangrar. A segunda é sempre melhor. Mas a terceira dá pra gozar várias vezes. Quero repetir. To tarado em Maringá!!!

Ai que saudade do Bozo!

Lá vem outro texto saudosista. Eu realmente estou ficando velho. Mas quem me conhece sabe que eu sou viciado em televisão. Assisto qualquer coisa. É claro que prefiro futebol, chaves ou qualquer filme que esteja passando e que me dê a impressão que em alguns minutos haverá cenas de sexo. O fato é que eu sou fanático por essa caixinha azul. Ironicamente, hoje, eu sei que precisaria aparecer nela pra que minha banda alcançasse mais sucesso, mas juro que o fato de eu não ter aparecido tantas vezes na TV não influencia diretamente no que penso sobre as produções atuais. Eu não suporto novela. Acho chato mesmo. Sempre muito previsível e canseira. As novelas das 8 são, pra mim, ainda mais irritantes porque sempre acabam debandando pra um maniqueísmo óbvio e ainda sugerem campanhas sociais que normalmente soam falsas. Pra não dizer que sou só um cara chato, já gostei - e acompanhei - algumas boas novelas, que geralmente eram bem leves. Que Rei Sou Eu?, Ti-ti-ti, O Cravo e a Rosa, Cabocla. Achava divertido. Mas não suporto vilões e mocinhos. Pra mim, bom mesmo é desenho animado. Ai que saudade dos smurfs. Legais, não rolava porrada intergalática, nem heroísmo japonês do olho arregalado. Adorava os Muzzarelas. Os Jetsons. Eu via desenho animado principalmente durante o Bozo. Se você não chegou a ver o Bozo na Tv, perdeu. A idéia é americana, mas como sempre o Bozo brasileiro era mais tosco. Alguns atores se revezaram nesse papel, e por um motivo claro: passava Bozo o dia todo. O SBT, na época, poderia se chamar Sistema Bozo de Televisão. 12 horas de cabelo vermelho e "dá uma bitoca no meu nariz" por dia. Cenário precário, muitas vezes o programa era ao vivo. Muitos já ouviram a história do menino que, ao telefone, sem ter como editarem, mandou o Bozo ir tomar no cu. Bons tempos aqueles. O Bozo até que se saiu bem, perguntando se o menino era de Bauru. Rima ridícula pra justificar uma pequena confusão auditiva. Mas o garoto pôde repetir a célebre frase. Confesso que tenho uma inveja besta do Thiago Sestini que conheceu o Bozo indo ao programa dele. Ainda participou de uma brincadeira entre meninos e meninas. Perdeu! Era pra ver quem fazia a maior bola com o Ploc monster. O tonto não sabia soprar chiclete. Deve ter aprendido assoviar naquele dia, mas bola que é bom, ele não fez nenhuma. "É as meninas, oba! É as meninas, oba!" Ainda teve que ouvir esse  virtuosismo da língua portuguesa ser bradado pelo auditório. Eu não gostava muito da Xuxa, preferia a Mariane. Vocês nem devem se lembrar dela, mas eu me lembro, ah, como me lembro. Muito provavelmente ela foi a protagonista imaginária do meu primeiro banho demorado. Só usavam shortinhos, mas pra mim tava ótimo porque eu nem sabia que existia algo melhor acima das coxas. Outro programa bacana se chamava ZY2000 (tenho quase certeza que o nome é esse, pera aí que vou olhar no google. Corrigindo, ZY Bem Bom!). Tinha o Rodrigo Faro apresentando e na época eu era parecido com ele. Coitado. Lá passava os Herculóides. Mas voltando à era Bozo. Devia ser complicado ficar o dia todo enrolando o povo num programa ao vivo. Tem que saber encher muita linguiça. Eles tinham esse dom. Papai Papudo (apelido de pedófilo, fala sério!), Vovó Mafalda, e havia um terceiro personagem. Não me lembro bem, mas não me venham com a bozolina. Eu só tinha olhos e imaginação pra Mariane. Ai que saudade. O que será feito dela hein? Mesmo querendo ser bonzinho, ela deve ter virado evangélica, deve ter uns 8 filhos e pode ser conseiderada musa do Teorema de Carlão. Quer apostar??? Me recuso a olhar no google pra achar algo dela hoje em dia, estragaria minha pré-adolescência. Não aguentei, pesquisei. Well, pesquisem vocês também! Mara Maravilha eu não gostava muito não. Mas Simony, ai ai. Não to falando do Balão Mágico, seus papais papudos!!! To falando do ensaio dela pra playboy. Mas não foi minha primeira playboy. Na verdade não comecei muito bem no mundo do nu artístico (cof-cof). A primeira playboy que vi na vida foi da Marta do basquete. Sem comentários adicionais... Mas logo vi a Luciana Vendramini. Uia. Ela tinha 16 anos quando fez as fotos. Eu tinha uns 12. Dá pra imaginar que rolou uma química né. Há pouco tempo, passeando pela Oscar Freire com minha namorada, vi a própria Vendramini caminhando tranquilamente. Por respeito à namorada, não pude ficar olhando, nem assoviando, nem me ajoelhando aos pés dela dizendo o quanto eu a amava e o quanto ela fora importante na minha vida. Ela já deve saber disso. Continua linda. Ponto. Próximo tópico.
Já no finzinho da década de 80, meu programa predileto era Cocktail. Explico. Não havia internet, claro, nem acesso fácil a seios nus. Cabe aqui uma consideração: Eu disse acesso a seios via televisão, porque na vida real eu nem tinha certeza se era aquilo mesmo que ficava embaixo dos uniformes das meninas. Esse programa tinha um único propósito, mostrar mulheres só com a parte de baixo do biquini. Passava às quintas, já tarde. Era preciso fingir que estava dormindo. E depois uma falsa acordada na madrugada pra fazer um xixi, que durava meia-hora. Banalizaram os peitos agora. Essa molecada não tem que dar o duro que eu dei (sem trocadilhos, por favor!) pra ver um peitinho na TV. Nem controle remoto eu tinha em casa. Hoje tem Tv a cabo, pay per view, e principalmente internet, esse avanço tecnológico obviamente voltado quase que exclusivamente pra putarias. Mesmo narrando essa fissuras sexuais, a TV era mais legal. E era menos óbvia. 
No comecinho da década de 90 veio uma revolução que se chamava Pantanal. Foi reprisada agora e vocês podem ter conferido como me esbaldei. Mas eu também procurava outras coisas na TV além de mulher nua. Futebol por exemplo. Naquela época o Flamengo ainda ganhava alguma coisa, e havia o Zico. O Zico! ùnico autógrafo que pedi durante toda minha vida. Tenho-o guardado ainda hoje. Meu ídolo. Agora podemos voltar a falar das mulheres. Carla Marins, Giulia Gam, Luciana Vendramini. Ah, já falei dessa né. Hmmmm
Tudo isso que eu disse foi só pra dizer que não suporto BBB. Que coisa chata. A idéia é maravilhosa. Várias pessoas completamente diferentes confinadas numa casa, sem comunicação com o mundo, brigando por uma bolada. Mas já deu né. Hoje rola quase um roteiro previamente estabelecido. Quem entra lá na casa já sabe direitinho como se comportar, quando chorar, quando sorrir, quando mostrar o abdômen definido e o silicone pra câmera. Que programa bobo. E mesmo analisando o programa com minha perversa mente pre-adolescente, não vale nada. As meninas se guardam lá pra ganhar uma grana da playboy. Elas sabem que vão posar nuas. Todo mundo quer ser ator. É uma ode à falta de inteligência, à fama que prescede o talento.
Acho um saco mesmo e me perdoem as pessoas que assistem, mas acho imbecil mesmo. Quem sou eu pra falar isso né!? o cara que procurava peitinhos assistindo o Bozo.

 

O DIA 6 DE FEVEREIRO (E AINDA: PORTO ALEGRE, ME AGUARDE!)

Vou contar duas histórias distintas, mas nem tanto. A primeira é sobre o dia 6 de fevereiro.
Trata-se de um dia quase místico pra mim. Na verdade estou escrevendo esse texto às 6:30 da manhã do dia 7, mas como ainda não dormi, fica como se fosse dia 6 ainda, ok?!
6\02 era o aniversário da minha querida Vó Dora. Mãe da minha mãe, se chamava Doralice. Doralice é uma junção dos nomes gregos Dora e Alice, que significam respectivamente "presente" e "verdadeiro". Nada mais apropriado pra uma pessoa que significou e ainda influencia tanto na minha vida. Não consigo imaginá-la mãe, ou tia. Ela nasceu pra ser vó, vovó. Baixinha, gordinha, peituda, filha de baianos nascida no Estado de São Paulo, acabava por ser conhecida como natural da Bahia. Tudo porque meu avô defendia a tese que se uma gata parir no forno não nasceria pão-de-queijo. Pronto, era baiana. Tinha por mim uma predileção escancarada. Não escondia que dentre os netos eu era o preferido. Acabou me viciando em cafunés e chá-mate. Em 1998 eu estava passando um período nos EUA, quase estudando e mais vagabundando mesmo. Pouco antes do reveillon que abriria aquele ano, minha mãe, ao telefone DDI me confidenciara que vovó tinha câncer. Passou a "festa" da virada na minha casa com meus pais. O relato da minha mãe sobre esse dia é sempre muito triste, pois enquanto os fogos explodiam na janela do apartamento, minha vó se desculpava insistentemente pois estava passando mal e vomitara no chão de casa, em mais de um ponto. Eu queria ficar mais tempo nos EUA vadiando, mas ao fim de janeiro, numa conversa franca, minha mãe me pediu pra voltar logo pois minha vó estava mal. Voltei e encontrei Dona Dora magra, pálida e quase desistente. Estava internada no Hospital Araujo Jorge em Goiânia, que cuida somente de casos de câncer. No dia do aniversário dela eu estava com ela a tarde no quarto na qual ela já estava há vários dias. Nem conseguíamos lembrá-la da data. Não saberíamos se valeria uma comemoração. No meio da tarde ela me disse que estava com vontade de comer pastel. Pastel!! Obviamente estava proibidíssima desse tipo de comida. No fim da tarde saí do hospital de volta pra casa e não pensava em outra coisa. Passei numa boa pastelaria e mandei embrulhar dois pastéis de carne. Voltei ao hospital e escondi o embrulho pra passar pela portaria. Dei a ela o pastel. Ela merecia, afinal. Comeu menos da metade de um único, mas parecia um banquete. Nos dias que lhe restaram ainda foi capaz de nos fazer rir, mas numa sexta feira 13 Vovó Dora morreu. Sinto muitas saudades dela e, claro, gostaria que ela estivesse viva vibrando com tudo o que tem me acontecido. Independentemente da crença que tenho - ou nem tenho - sempre acredito que ela esteja vendo tudo, me olhando, criticando, torcendo e comemorando. Nos momentos em que fiz cagadas - e não foram poucos - vi sua cara de descontentamento, mas também a enxergo dando gargalhadas lá no fundo da platéia dos meus shows.
Desde que ela morreu acabei criando, por conta própria, um dia santo. Dia de Santa Dora, 6 de fevereiro. Já me aconteceram coisas incríveis nos dias que se aproximam dessa data. Esse ano não foi diferente. Depois de minha mudança pra São Paulo, confesso que quebrei. Financeiramente mesmo, quebrei! Minhas economias foram pro espaço. Comecei o ano devendo e o fim de janeiro estava uma lástima. Fevereiro nunca foi um mês bom pra shows, em virtude do carnaval. Resolvemos, portanto, aproveitar esse mês pra ensaiar um novo - não tão novo assim - show. Estúdio, estudos, mas grana zero. Eu estava devendo o banco em todo o meu cheque especial, e ainda devo uma boa grana pro meu pai que me ajudou mesmo sem eu ter perguntado se ele podia. Mas Santa Dora estava aí. Ao chegar em São Paulo pro show de encerramento da nossa temporada, recebi uma ligação de um número que eu não conhecia. Nem costumo atender, pois poucas pessoas têm o meu telefone e quando isso ocorre ou é o Sr. TIM oferecendo promoções, ou é a Dona Credicard oferecendo cartões (justo pra mim, que não tenho como pagar nada). Atendi e era a Leandra. Eu também não a conhecia, mas deve ser amiga da minha vó. Dizia que era da UBC, a União Brasileira dos Compositores, e que estava tentando falar comigo há dias sobre um repasse que me deviam de direitos autorais. Acreditem, é grana do ECAD. Sem meias palavras, saí da merda! Cobri meu cheque especial e posso ficar tranquilo até esperar março. Incrível. Obrigado vó. Agradeço sem medo de errar. Ao meu pai peço perdão por ter optado por pagar o banco primeiro e essa grana pra ficar tranquilo em fevereiro significa "dentro de casa, comendo pão, tomando chá-mate e jogando video-game".
Acho agora que vovó me prepara uma surpresa pro ano que vem, ou pra outro ano qualquer. Assisti agora há pouco, no multishow, a transmissão ao vivo do Planeta Atlântida, um festival de música em Porto Alegre que é majestoso. São 50.000 pessoas pra assistir até 8 atrações numa noite. Hoje teve Ivete, D2, Martinália, Banda Eva, entre tantos. E a transmissão do multishow é muito bacana. Apesar da visível, e às vezes perdoável, embriaguês de alguns repórteres e convidados, a coisa leva o público pra dentro do palco. Dá pra sentir a emoção dos segundos que antecedem a entrada do artista frente àquela multidão. Eu já tenho um caso de amor com Porto Alegre que remonta aos longínquaos anos de 1992 e 1994. Eu tenho um amigo, com quem aliás não me comunico há um bom tempo, que é de lá, mas morava em Goiânia. Quando ele foi pra Porto Alegre, me aventurei em 1992 a passar um mês por lá. Era Julho, escolhi logo o mês mais frio, e pra quem nunca tinha saído de Goiás, estava mais frio ainda. Amei! Um mês de liberdade. Eu entrava na adolescência, e andava pelas ruas de POA nas madrugadas do Bonfim, bairro que era reduto do rock n´roll em virtude do famosíssimo bar Ocidente que, óbvio, conheci. Em janeiro de 1994 voltei pra lá pra mais um mês de traquinagens. Foi lá, inclusive que recebi o resultado do primeiro, entre os treze vestibulares nos quais fui aprovado (não, não me formei, mas não precisa comentar agora e estragar meu barato, ne! Afinal sou formado em "primeiros anos"). E esse janeiro é parte integrante da formação daquilo que alguns de vocês já me assistiram fazer no palco. Foi então que assisti, no tradicional Teatro São Pedro, a apresentação do espetáculo Tangos e Tragédias. O show existe até hoje, com sucesso monumental, todos os verões na capital gaúcha. Trata-se de um dos shows mais Rock n Roll que já assisti, aproveitando tudo o que esse termo pode significar. Nico Nickolaievski e Hique Gomes assumem as alcunhas de Kraunus Sank e Maestro Pletskaia. Inventaram pra esse show um país chamado Sbórnia. Não vou contar tudo, quem se interessar procure no Youtube ou no site deles: www.tangosetragedias.com.br É boa música, tocada de forma divertida, sem ferir ninguém. Sucessos que vão do The Police a Vicente Celestino. Nos camarins dos nossos shows, aquecemos a voz cantando uma versão deles pro "Romance das Caveiras" do Alvarenga e Ranchinho. No dia em que os assisti, comprei um LP que foi assinado muito graciosamente pelos dois. Tenho o disco guardado até hoje, com muito carinho. Pretendo encontrá-los na estrada e pedir que refaçam as assinatura que já estão bem gastas. Não sei se foi ali que decidi ser cantor, ou músico, mas sei que tenho guardado na minha memória a energia daquele lugar e daquele momento.
Pra juntar tudo o que passei hoje, só mesmo Santa Dora pra dar um jeito de me colocar naquele festival nos próximos anos. Pra minha sorte, a data do festival sempre vai coincidir com meu dia santo. Eu também mereço!

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Centro-Oeste, GOIANIA, SETOR BUENO, Homem, de 26 a 35 anos

 
Visitante número: