MEU NOVO AMOR

 

Acreditem eu sempre gostei de mulher. Por causa delas perdi a cabeça várias vezes. Já me apaixonei - várias vezes, já amei - uma vez, já traí, já fui traído, já briguei, brigaram comigo, já gritei, gritaram comigo. Senti ciúme, e fiz sentirem. Mas poucas vezes eu tive tanta paz quanto estou tendo agora. Conheci uma pessoa incrível, que me entende, entende minha profissão, não me cobra, me compreende como artista e como pessoa. 
Eu disse, "Eu estou com uma PESSOA", e vocês sabem como nós, artistas, somos sensíveis. Não sei se esse detalhe passou despercebido por vocês na minha confissão acima. Acontece que eu eu não sei se ainda consigo amar uma mulher. Mesmo sendo um blog em que costumo fazer piadas e contar histórias engraçadas, há uns três posts tenho aberto minha vida à vocês. Muitas vezes sou reprovado. 
Mas assumo aqui, sob quaisquer riscos, que o amor da minha vida hoje, é um HOMEM. E não vou medir minhas palavras, pra mais uma vez me defender do julgamento alheio.
Confesso, estou apaixonado. Quando o conheci, há menos de 3 anos, eu já senti pela primeira vez, uma sensação estranha de olhar um homem e achar lindo, querer te-lo comigo, mesmo sabendo que não era meu. Minha irmã o apresentou a mim. Acabamos ficando um pouco distantes pelas minhas viagens, minha correria. Ele também começou um novo projeto na vida dele, e se ocupa todos os dias. Nos falamos por telefone algumas vezes, mas normalmente ele não é de muito papo. É mais fechado. E isso me intrigou. Como aquele homem poderia transformar tudo em mim e eu não conseguir exercer o mesmo fascínio? Mas acho que tudo mudou no último fim de semana. Eu estava viajando pra Caldas Novas pra ensaiar com a banda. Passamos a semana inteira ensaiando pro DVD, e eu iria embora na sexta feira. Mas alguém me disse que ele estaria lá no final de semana. Não sei o que me deu, mas fiquei, esperei, armei tudo. Era uma expêriencia completamente nova pra mim e eu queria saber até onde ia chegar. Nos encontramos ainda na sexta feira e ele foi super receptivo. 
Vou poupar todos dos detalhes, que podem constranger os que nunca viveram um amor assim.
Mas foi um dos melhores momentos da minha vida. Ele também se entregou a mim e por vários momentos estivemos enlaçados. Minha felicidade durou somente 3 dias. Mas nunca vou esquecer que amo de verdade. Que gosto de sentir o seu cheiro quando ele sai do banho, que gosto de fazer carinho nas suas costas. O quanto é bom assistir seu mergulhar, de sunga azul. 
As águas quentes de Caldas aqueceram um amor infinito que guardo e sempre guardarei dentro de mim. Sei que vou viver outras experiências na minha vida. Sei que estou pronto pra amar de novo quantas vezes for preciso. Pode vir homem, pode vir mulher. Não me interessa, eu quero amar. E por mais que bons momentos ainda me restem na vida, nunca vou me esquecer que eu o tive em meus braços e que ele adormeceu falando o meu nome. Vou guardar pra sempre uma foto que tirei aqui no notebook mesmo. Quem não estiver preparado, peço que nem olhe! Pode ser chocante ver nossas bocas e nossa língua fazendo o mesmo movimento. Pura paixão!!!

Eu te amo Nino, volta pra mim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

estarei sempre te esperando!!!!!

 

 

 


 

 

 

SOBRE O DVD E OUTRAS COISA IMPORTANTES!!

Ola pessoal. Infelizmente o blog pra mim, ainda tá sendo arrastado. Agradeço a preocupação de alguns quanto ao último post. Realmente já estou bem melhor. A gente vira a página e começa a escrever de novo no intuito de evitar os mesmos erros. Viver em São Paulo sozinho não é fácil, mas as coisas estão dando muito certo. Novas amizades e até mesmo uma nova possibilidade de ter alguém perfeita do meu lado, tem me animado muito. Agora não cabe ficar nem um pouquinho triste. Hora de animação, dedicação, empenho. Vamos gravar o tão sonhado DVD.
Não sei se já sabiam dessa informação, mas vamos gravar em Curitiba no dia 23 de outubro. 
Fomos questionados por várias pessoas em razão de termos escolhidos Curitiba para a gravação do DVD. Acabo me sentindo na obrigação de dar essa explicação, porque naturalmente todos acham que devíamos gravar em Goiânia, e eu me sinto respondendo por mim e pela banda. 
Sempre sonhamos em gravar um DVD que expusesse nossa apresentação ao vivo. A vibração que demonstramos e o tesão de tocar que tanto temos. SIM, queríamos gravar em Goiânia. Seria natural, seria uma forma de agradecer a cidade em que a maioria de nós nasceu e que a banda se lançou. Apesar de também termos uma dívida de gratidão com Bauru, onde a banda foi lançada e com o interior do Paraná - o primeiro lugar fora de Goiás onde fizemos sucesso, não poderíamos escolher outro lugar que não fosse a capital goiana. Mas não deu. Qualquer amigo ou fã de Goiânia, sabe que foi ali que a banda se formou como ela é, mas que sempre lutamos muito pra conseguir tudo. As rádios da cidade são sempre as últimas a começar a tocar nossa música. Agradecemos o apoio em qualquer nível, mas sentimos uma boa dose de desprezo com nosso som e nossa vontade. Agora preciso contar tudo, não quero amargar a culpa.
Alguns fatos que muitos não sabem:
  
   - Fizemos nosso primeiro programa de rádio em Goiânia, numa noite de sexta feira. Não tínhamos nada gravado. Nenhuma gravação demo sequer. Foi ótimo o espaço e soubemos aproveitar. Tocamos ao vivo, na maioria covers, já que só tínhamos Como que ocê pôde e Eu não toco Raul como músicas autorais. Ao fim do programa o dono da rádio nos chamou pra conversar e pediu que gravássemos Eu não toco Raul que ele iria por na programação. Nessa mesma conversa ele disse que devíamos pensar num figurino engraçado, que ele queria produzir uns shows com a gente. Figurino engraçado foi uma das coisas que nunca adotamos, exatamente pra evitar a comparação com Mamonas. Fazer isso seria negar nossa autenticidade, originalidade. Mas em 4 dias produzimos, em estúdio, uma gravação da música com excelente qualidade sonora, bem mixada, bem tocada. Gravamos no estúdio Pandarus em Goiânia, dos nossos amigos Fernando e Juliana, que fizeram um preço camaradíssimo. Mas éramos três caras lisos, sem um tostão no bolso, tiramos essa grana da alma. Na semana seguinte eu, pessoalmente, levei o cd com a música lá. Essa música ficou um ano na gaveta da rádio. Não foi tocada sequer uma vez. Decepção total. Mas não desistimos. Compus caminhoneta zera e Como nossos pais e voltamos ao estúdio, novamente nos virando pra levantar essa grana. Gravamos então 4 músicas num cd que distribuíamos nos nossos shows no omelete. Levamos o cd com essas músicas na rádio e, mais uma vez, ele foi parar na gaveta. Paciência. Não se desiste assim. Depois de um ano, ouvi dizer que tocou Caminhoneta Zera na rádio e esqueci dois anos de exclusão pra comemorar com eles nossa "aparição". Tenho amigos nessa rádio e que sempre se mostraram fãs do nosso som. Isso ajudava muito. Fizemos mais algumas vezes alguns programas ao vivo. Começaram - atrasados em relação às rádios de outros estados e até uma rádio muito parceira de Anápolis, cidade vizinha a Goiânia - a tocar Teorema de Carlão. E bradaram aos ventos que eram a rádio que nos lançou. Nunca reclamamos disso. Até um dia em que quiseram nosso show pro aniversário da rádio e reclamaram , muito do nosso cachê. Se o show fosse em praça pública, sem cobrança de ingresso, faríamos de qualquer forma, mesmo sabendo que nosso custo pra tocar não é baixo, pois pagamos técnicos que dependem disso pra viver. Mas se tratava de uma festa grande, com cobrança normal de ingressos. Quando negamos que faríamos naqueles moldes, fomos detonados ao vivo. "Pedra Letícia está estrelando", "Pedra Letícia não reconhece e esqueceu a rádio e a terra que os lançou". Tudo isso falado ao vivo na rádio, mais de uma vez. Enfim, não temos apoio de rádio pra divulgar um show de gravação de DVD.

   - Fomos procurados pra alguns show em Goiânia. Todas as procuras, sem excessão, reclamavam de dinheiro. Porque acham que estando na nossa cidade eu deveria pagar menos ao técnico, deveria ganhar menos também? E olha que não havia sido cobrado o transporte, apesar de eu já estar morando em São Paulo. Eu sempre disse que toco por amor, amo a música e só quem já esteve do meu lado escutando Maria Bethânia sabe o que sinto quando ouço uma música. Mas eu vivo disso. Pago aluguel, prestação de carro, como, visto, tudo com essa grana. Todos sabem que não sou rico, e ninguém me dá o direito se eu quiser ser. Já toquei muito de graça, ainda toco, já carreguei muito instrumento, caixa de som, montei e desmontei com o Thiago, pra gente ganhar R$50 no fim da tarde. E esquecem que hoje não somos só mais eu e os meninos. Temos uma equipe. São 12 pessoas que vivem disso. Movimentamos um escritório, ou alguém aí realmente acha que a gente era melhor quando tocávamos no Omelete? Ou alguém acha que eu posso virar pro nosso roadie e dizer: Olha, hoje tem show, mas você não precisa ir que hoje não vai precisar de você. Só uma ressalva positiva: tocamos no flamboyant shopping esse ano e no fim do ano passado pra Primetek, uma empresa da cidade. Ambos foram extremamente corretos com produção, valores, e, principalmente, tratamento para conosco. O show do teatro foi feito pela secretaria de cultura e apesar de termos sido muito bem tratados, o Estado deu trabalho pra pagar. Enfim...

   - Por fim, se fôssemos nós mesmos organizar um show, precisaríamos de patrocínio. Não só pela estrutura, mas também pra haver a possibilidade de levar convidados, não só pra participar do DVD, como pra assistir, pessoas da mídia, contratantes. Levar pra Goiânia já não seria fácil pelo deslocamento, mas tudo se resolveria se tivéssemos banca. Patrocínio se mostrou imediatamente inviável, porque ouvimos sempre que seria melhor patrocinar um evento sertanejo com garantia de público, e que uma banda local não daria o retorno necessário ao investimento.

   Fico triste por um lado, mas muito feliz por outro. O show de Curitiba havia sido contratado como um show, sem gravação. Foi contratado por uma rádio popular, que toca sertanejo na maior parte da grade de programação, a 98FM. Foi dado todo o apoio e sentimos que poderia ser a oportunidade que precisávamos. O Contratante se apaixonou pelo projeto e entrou de cabeça. Empolgamos mesmo. Conseguimos rapidamente patrocínio, mídia. Nunca tocamos em Curitiba. É um desafio, mas é animador. O Estado do Paraná sempre nos recebeu de forma maravilhosa e é, sim, uma forma de retribuir podendo fazer na capital. Tudo há de ser perfeito. Estaremos nos próximos dias, internados em Caldas Novas pra ensaiar exaustivamente o repertório, que contará inclusive com músicas novas. Minha paixão pela minha cidade nunca se abalará, mas tenho o direito de ter outros amores. O Paraná é um deles e hei de ser reconhecer Curitiba como parte da minha vida também.
  Aos amigos e fãs de Goiânia devo dizer que espero que não mude nada entre nós. A culpa não é nossa!!!

O SACO

Eu deixei o blog de lado mesmo. SIm, assumo. Mas minha cabeça, ao contrário do que parecia, não estava vazia. Estava era cheia demais. Sabe quando alguém enche tanto o copo que fica difícil tomar a água? Eu gosto de escrever quando fico tranquilo, quando tenho tempo pra pensar minhas bobagens. Todo o meu tempo livre eu tenho dedicado a não pensar besteiras. Complicado isso.

Antes que adentrem esse texto achando que vão encontrar piadas, lhes aviso que é só um desabafo, sem direito a risadas (a não ser as involuntárias, pela cafonice, mas não me contem). 

Eu já decepcionei todo mundo que eu poderia. Família, amigos, namoradas. Mas já paguei muito caro por isso também. Hoje vivo o contrário. Me decepciono. Achar que conhece alguém e descobrir o infinito paralelo. O mundo bizarro dos super-amigos. Alguém se lembra disso? Existiam os heróis na Terra, e um mundo bizarro, em plano invertido no qual viviam o Super-homem bizarro, o Batman bizarro. Pois acho que convivo com pessoas do mundo de lá. Instantaneamente envermelham os olhos e crescem as sobrancelhas ao se descobrir o que essas pessoas são capazes de fazer. Viver e conviver com alguém, por pouco ou muito tempo, não lhe permite, em hipótese alguma, a certeza de que está seguro.
Eu já menti muito. Hoje fico com asco de mentiras que me chegam. Escutar palavras com promessas que só servem pra um momento e depois são de um descrédito medonho. Eu poderia até estar mentindo sobre tudo isso aqui, só pra ter algo a escrever nessa budega.
Por que a gente gosta tanto de se enganar também? Não somos honestos conosco mesmos. Muitas vezes a verdade não está clara, mas está disponível. Nossa vontade é so imediatista. Se alguém lhe fala o que você quer ouvir, já é o bastante pra lhe abrirmos a porta da sala, ou do quarto. 
Estou vivendo uma mudança muito grande na minha vida. A cidade, a vida, amigos. Eu continuo acreditando que tudo o que faço tem um propósito, nem o que seja, exclusivamente, de me deixar rico. Mas gosto de ter uma imaginação altruísta de achar que faço o bem pras pessoas. E olha que já fiz muito o mal. E justo agora me aparecem as coisas decepcionantes que vejo?
To sendo muito vago né. Vou parar por auiq, porque não exposria nomes e pessoas. Mas se você leu esse texto e achou que eu posso estar chateado com você por algo que tenha me feito, tenha certeza disso. Mas saiba que você não é uma pessoa única, tem mais gente te seguindo. 

Na minha vida pessoal, na minha carreira, nos meus intuitos de felicidade, vejo que posso contar comigo, e só. E olha que nem sou tão confiável. 

SEM ASSUNTO!!!

Sabem por que não tenho atualizado o blog??? por falta de assunto uhauhahua....Juro. Muita coisa acontecendo, mas não quero ficar repetitivo.
Façamos assim. Quem puder me ajudar, manda um motivo, um assunto, um argumento pra gente discutir ok?

Só pra dar uma palhinha, vou falar da gripe suína, rapidão!!

Cof, cof!!

FOI, COM MEDO DE AVIÃO!!!

Eu assumo que sou medroso. Muito medroso mesmo! Precisa coragem pra assumir publicamente que é um medroso. Eu faria uma lista infinita de coisas que me causam medo, mas não adiantararia, porque todos os dias ela aumenta, eu agrego um novo pavor. No começo eu tinha medo de gente. Eu era tão tímido que se alguém me olhasse e tomasse aquele fôlego que precede uma palavra eu virava pro lado e saia correndo. Ainda criança ficava evidente minha desconfortável posição perante animais. Os cachorros grandes podem fazer isso a qualquer um, mas um filhotinho de poodle so assustava a mim mesmo. Todo mundo ficava: Fabiano, põe no colo, ele é mansinho. Eu já acho que se fosse mansinho vinha banguela igual a gente. Com menos de um mês essa merda já tem dente afiado. Insetos são um caso a parte. Todos os meus amiguinhos pegavam cigarras nas árvores e brincavam. Como assim? Acho um desperdício de brincadeira isso. Vamos jogar bola gente. Joaninhas são lindas? Onde? Aquilo é um mini-bezouro nojento com fantasia de carnaval. Até que conheci as borboletas. Oh, borboletas! São lindas, dóceis, símbolos de tanta coisa boa. Tenho paura. Tá aí um bicho que tenho muito medo até hoje. Vamos separar: mariposas e borboletas. Aquelas coisas enormes que aparecem no nosso quarto a noite são, com certeza, devoradoras de pessoas. Olha que nem to levando a sério a história do pozinho que ela solta e blá, blá, blá. Acho que aquilo tem mandíbula mesmo. Algumas são tão grandes que eu já ví escrito na asa de uma delas um prefixo PT-BOR. Aquilo deve ser tripulado, por joaninhas, claro. Pra vocês terem noção do meu pavor com mariposas, se entra uma no meu quarto eu cedo imediatamente o território. Se entrar no meu carro eu entrego os documentos e falo, VAI !! Ilustrando. Eu ía viajar com a namorada e ela passou na minha casa pra me buscar. Minha mala não estava pronta, porque no varal, junto com as roupas que eu queria levar, pousara um desses bichos horrendos. Ela foi lá e, incrivelmente calma, retirou a mariposa dali. Juro, ela teve coragem de pegar com a mão. Digamos que não foi uma cena muito máscula da minha parte trancado no meu quarto e gritando: Ela já foi embora??? De qualquer forma passei a viagem inteira sem pegar na mão da namorada né. Sei lá, vai que a história do pozinho também é verdade né?! E as borboletas amarelinhas, pequenas? Vocês devem estar se perguntando. Pois acho que são ainda piores. Porque elas me perseguem na rua. E acho que apesar de não terem força suficiente pra ganhar de mim numa eventual briga homem a homem, eu vejo uma característica terrível nelas. Sempre ma pareceram que são elas que me entregam pras grandes. Algo assim: Estou andando na rua e elas percebem que eu fico arredio na presença delas, daí na reunião borboletal das 18 horas elas cochicham pras maiores quem é o trouxa do dia. Não é a toa que, à noite, das 41 janelas do meu lado no prédio, as grandonas escolhem justo a do meu quarto pra entrar. É um complô. E bichos assim não podem ser confiáveis. Essa coisa voa, e por ter esse dom, ela passa a ter um tipo de ataque aéreo para o qual não estamos preparados. Se eu voasse seria mais fácil, mas eu nao consigo. Principalmente porque também tenho medo de avião. Aquilo pesa toneladas, ele não pode voar por tanto tempo, uma hora ele vai descer, de um jeito ou de outro. Também tenho medo de boi, vaca. Nunca fui de conviver com eles a não ser na churrascaria, aliás, onde me sinto bastante vingado. Já ouvi muita gente dizendo que tem nojo de barata. Eu tenho é medo mesmo. Um bicho que você corta a cabeça dele e ele vive uma semana? Enquanto a mulher é a criação mais bem acabada de Deus, a barata é a obra-prima do diabo. Convenhamos ele acertou a mão. Obviamente nos propósitos malignos da besta estava a intenção de criar um bicho que seria resistente até ao fim do mundo. A Terra some e as baratas ficam vagando pelo universo. Morro de medo de altura. O apartamento dos meus pais fica no oitavo andar. Quando nos mudamos pra lá eu tinha 11 anos de idade. Durante vários anos, eu mal cheguei perto da janela. Até descobrir a vizinha do lado. Quando meu sobrinho nasceu, meus pais resolveram colocar aquela redinha de proteção. Que delícia. Enfim, pude ganhar mais uns 40 metros de área transitável casa deles. MInha fobia é tão grande que eu transbordo. Tenho medo por terceiros. Não consigo olhar aqueles caras que pintam prédios numa cadeirinha de madeira. Se eu vejo, minhas pernas bambeiam, fico tonto e despenco, por ele. Se me colocam numa cadeirinha daquelas pra pintar o décimo andar, eu corto logo a corda que é pra acabar com isso rápido. Outro dia passou na televisão uma reportagem sobre aquele homem aranha de verdade. Um francês exibido e sem juízo que escala prédios ao redor do mundo sem usar nenhum tipo de proteção e invariavelmente é preso após - o que ele chama - a façanha. Se eu fosse a polícia prendia num bunker anti bomba atômica. Obviamente esse cara deve ter claustrofobia. É a lei da compensação. Ah, sim, também sou claustrofóbico. Na última vez que vi uma matéria com esse sujeito no Fantástico percebi, que ao final eu estava deitado no chão, em posição fetal. Me dá cafubira!
Agora mesmo, no rádio, eu escuto que "borboletas vão e voltam". Ô bicho insistente! Essa música me persegue, faz parte do complô. Se o rádio está ligado e eu estou distraído, me vejo ouvindo essa dupla e olhando pro alto e pros lados: ONDE?? ONDE??

O ROCK, AHH O ROCK!!!

Hoje é o dia mundial do Rock. E rock existe sim. Antes que os mais puristas aleguem que quem está escrevendo é um vocalista pop, eu digo que ao menos escuto rock de verdade.  Escuto, adoro. Mas ta virando bagunça. Tem muita gente que se diz rock e que é bosta. Tem muita gente que se diz bosta e isso é rock. Quem já teve a infelicidade de assistir a um show do Pedra Letícia, sabe que somos rock n roll. Pegada de guitarra, baixo, bateria. Com acessórios de violão e percussão. Mais rolling Stones impossível. Eu sei que o disco tá pop. Mas lembrem-se que enquanto gravávamos estávamos em plena adaptação pra sair do acústico de barzinho feito por 3 instrumentistas medianos, pra uma banda com seis sedentos por volume e som. O que a gente mais quer agora é soar rock. Não temos teclado, não temos sampler, não temos programações. ROCK N ROLL!! Mãos, dedos e baquetas em ação. Pois eu digo que rock é isso. Não acho que seja simplesmente som, claro. Eu sei que é atitude, mas já dizia vovó: Não confunda liberdade com libertinagem. Eu não preciso quebrar o hotel pra ser rock n roll. Nem enfiar meu nariz num saco de farinha. Não é porque sou nerd que preciso me contentar com o guitar hero. Eu quero o palco. Eu extravaso no palco, é lá que faço minha casa. Entrem, não reparem na bagunça. Rock não é so velocidade, e não é jeito, é força. Clássico dos clássicos? Highway to hell do AC\DC. Não precisa ser satanista pra amar esse som. Aliás prometi ao meu parceiro Thales um jeito de tocar essa música no seu casamento. Ele quer adentrar a igreja ouvindo aquele riff: Tã nã nã. Tã nã nã! 
Eu sei que não deve interessar muito, mas coloco aqui minha lista de 10 clássicos do Rock n Roll. Tá numerado mas não é uma ordem viu. É que mesmo sendo rock n roll, me sobra um senso de organização rsrsrs

1. Highway to hell - AC\DC
2. Jumpin Jack Flash - Rolling Stones
3. One - Metallica
4. Bichos Escrotos - Titãs
5. Rock do cachorro morto - Barão Vermelho (sobre um texto do Machado de Assis)
6. Remedy - Black Crowes
7. Lil' Devil - The Cult
8. Mr Brownstone - Guns n Roses
9. Evenflow - Pearl Jam
10. Stone Cold Crazy (ou podia ser Bohemian Rhapsody) - Queen
11. Falling to pieces - Faith no More
12. Rock n' Roll - Led Zeppelin
13. Walk this way - Aerosmith
14. I wanna Rock (we're not gonna take it tambem serve) - Twisted Sisters
15. Laila - Eric Clapton
16. Pain lies on the riverside - Live

Tá, eu falei 10 e foram mais...é rock, que se foda!!!

como eu sou um menino bonzinho, aqui vai um link com uma pasta com todas essas músicas, nessa ordem,  pra vc fazer um cd de rock massa.
http://rapidshare.com/files/255538599/dia_mundial_do_rock.rar.html


DESCULPADERIA!!!

Estou me tornando um pedidor profissional de desculpas. Mas eu sei que ando fazendo muitas cagadas. As coisas têm acontecido rápido e eu ainda estou meio perdido mesmo. A última foi com o MSN. Sou muito tranquilo e adoro o contato com pessoas que gostam da banda. Por causa disso mantinha meu MSN disponível aqui no blog. Acontece que comecei a receber mais de 30 convites por dia pra add. E eu aceitei todos. Me perdi ne. Passei a não atender direito ninguém. E ví que acabei magoando gente demais acho. Eu acho feio sair bloqueando, mas sei que todo mundo faz isso. Eu procurei não fazer, mas tornei minha entrada no messenger inviável. Sobrou pra quem??? família, banda e amigos, pra variar, ne! Todo mundo reclamou que eu não falo mais com eles, que eu não tenho tempo pra falar sobre qualquer coisa. E eu estou numa fase bem produtiva, procurando escrever músicas, textos pro stand up, estamos ensaiando novas músicas pro show. Tudo isso pesa. Portanto peço desculpas à todos aqueles com quem conversei no MSN durante todo o tempo. Pra não ser insensível, e ter que "escolher", decidi que estou me desfazendo daquele MSN antigo. Estou fazendo um novo somente pra família, banda e amigos mais próximos. Eu queria muito que vocês entendessem que não é distância, ou "estrelismo", mas preciso privilegiar as pessoas que sempre me apoiam. 
Eu andei sumido aqui do blog e acho que todos entenderam que eu precisava de um tempo. Agora to bem. Rs.  Meus amigos tão mais felizes, fui visitar a família e reatei o namoro. Enfim, a mesma coisa de sempre ne?
Agora volto a escrever com mais frequência, prometo (apesar de prometer isso em vários posts).

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E eu preciso tocar nesse assunto também triste. O Michael se foi. E dessa vez eu juro que não foi culpa minha. Mas sei lá, se precisar peço desculpas também. Só que fiquei realmente triste. Não só porque se trata do maior ícone da minha geração, mas porque eu era muito fã dele. E eu fiz exatamente a trajetória típica do fã. Eu o conheci em thriller (apesar de hoje eu achar que o melhor disco dele é o Off the Wall, anterior à fase branca). Eu o imitei, pus a mão no saco e dei chutinhos e gritinhos. Eu o reverenciei. Eu comprei os discos, as revistas, posters. Eu tinha luvas que brilhavam. Eu usava sapato preto com meia branca (pra desespero da minha mãe). Eu tentava em vão fazer o moonwalk. Nas festinhas em que minha irmã dançava em rodinhas individualistas, eu a matava de vergonha imitando o Michael. Eu o consumi. Eu queria saber da vida dele, queria saber o que ele comia, como se chamava aquele tigre do encarte, como ele podia usar ray-ban e eu não. Eu pus paparazzi atrás dele. Eu queria que ele viesse aqui em casa, eu queria o MSN dele. Eu comprei revistas de música e de fofoca. Queria saber sobre o próximo álbum e a próxima plástica. Qual era a matiz da vez. Queria saber em qual escândalo ele se metera. Com qual criança havia dormido, e eu acho que ele realmente dormiu. E só dormiu. Sei que muita gente acha o mesmo que eu, e muita gente pode me achar inocente por achar isso. Mas eu sou cria dele, sou inocente mesmo. Eu queria saber como é Neverland. Queria saber como ele dorme dentro de uma câmara. Eu incentivei todos o que colaram nele e o tornaram um louco. Eu consumi todas as reportagens que o prejudicaram e o isolaram, fazendo-o perder a relação com o mundo, com a música inclusive. Eu o tirei do mundo. Se não pode ser meu amigo, não vai ser de mais ninguém. Ele foi ao tribunal e eu ri da sua cara metamorficamente dilacerada. Eu senti vergonha, na adolescência, de tê-lo imitado um dia. Eu o cuspi. Eu xinguei e fiz piadas. Até o dia em que o engoli de volta. Quando lançaram o aparelho de dvd, o primeiro que tive a oportunidade de ver, foi de um show dele. E Babei. Ele tinha voltado pra mim, ou eu pra ele. Me vi grandinho, em frente ao espelho com a mão no saco e a outra de lado, meio homem-aranha. E voltei a consumi-lo. Ninguém sente alguma coisa por ele. Todos sentem tudo. Se você não gosta, então você o abomina, e pra uma pessoa como eu, se você o abomina, você abomina a música, você abomina a arte. Eu fui intenso demais com ele. Eu o quis demais. Eu o procurei demais. Eu matei Michael Jackson. Desculpa!

Só uma coisinha antes de ir. Eu comprei há uns 15 dias, um dvd, na promoção das americanas, por 14,99. Era do Michael, numa apresentação ao vivo. Não cheguei a abrí-lo e poucos dias depois o Michael morreu. Cheguei agora no flat não consigo abrir o dvd. Me deu uma tristeza. Não vou abrir, por enquanto. Eu já o consumi demais. Ainda tenho meu thriller vinil pra gastar.

Aliás, duas coisinhas. A Pepsi é tão ruim, que quando patrocinava o Michael, conseguiu queimar o cara, literalmente. Lá vou eu ter que me retratar com a Pepsi!!!

Ola...voltando a blogar né!!! Semana passada foi complicada. Foram 8 shows em 10 dias. E ainda nem acabaram, porque hoje ainda toco em São Paulo e amanha estréio com o Comédia na Cara. Maratona, mas é exatamente isso que todos queríamos ne?! Claro que é, mas eu precisava ficar gripado bem nessa semana? Febre, dor de garganta, rouquidão e desculpas por todas as cidades que ia passando. 
Vamos do começo. Fizemos um show em Cerqueira Cesar e outro em Bauru no fds retrasado. Foram lindos e eu preciso destacar o show de Bauru. Cidade onde morei, ralei muito e que foi simplesmente emocionante voltar. Retornamos a São Paulo no domingo, pra sair na madrugada de segunda pra terça pra um roteiro no Paraná e Santa Catarina. Acontece que no domingo mesmo comecei a me sentir mal. Nariz entupiu, cabeça doeu. Segunda feira eu acordei e decidi ligar o chuveirdo do flat bem quente pra criar um vapor de água e fazer uma inalação. Deitei na cama e dormi enqto o chuveiro fervia. Só que transbordou tudo e anundou o Flat. Bem, essa foi a história que eu contei aqui enquanto passavam uma máquina pra secar o carpete. Mas na verdade mesmo, eu acordei e fui tomar um banho. Tava passando mal ne, daí me sentei. Com a minha bunda, sem ver, eu tampei o ralo. Fechei os olhos, encostei as costas na parede, e o bundão no ralo, e deixei água cair. Foram 70 minutos de água quente e eu de olhinhos fechadinhos. Viajando no vapor d'água. Quando acordei, sentado em cima da única possibilidade da água escapar do banheiro, percebi que tava tudo transbordando. O flat é pequenininho e virou um copo. Eu pisava no carpete e meu pé atolava. Juro, ridículo! Chamei a manutenção e quando eles chegaram ainda tive que dar uma de brabão. - Que isso!!! Eu pago uma noooota e esse flat inunda???? comassim??? tá tudo entupidoooo!! Vou me mudar hein, vou me mudar! Pois façam-me o favor de dar um jeito nisso agoooooora!! 
O duro foi dizer isso tudo com as narinas encatarradas. Qualquer pessoa falando assim soa meio ridículo. Não tem moral alguém, já sem convicção, berrando: COBASSIM? COBASSIM? TÁ TUDO BOLHADO!!

Budando de assunto. Minha última vó faleceu hoje. Sem compaixão, ou piedade para comigo. Por mais que eu a ame, ela viveu muito bem 90 anos e começou a ficar doente esse ano. Acho que não temos o direito de achar ruim quando uma pessoa que viveu 90 anos, e bem, se vai. Egoísmo nosso. Mas me deixa muito triste ver meu pai se comovendo. E ele tem motivos. Porque quando ele ou minha mãe, se forem, podem ter 140 anos, eu vou sentir demais. Por mais que estejamos tristes agora, prefiro guardar a imagem alegre dela. Por isso vou contar uma história pequenininha que ilustra a inocência da vovó. 
Num belo domingo de visitas a gente estava lá  na casa dela comendo bolinhos de queijo e tomando chá. Eu, molequinho, chamando meu pai pra irmos embora porque queria assistir ao jogo na televisão.
- A gente tá indo embora vó. Vamos ver o Fla x Flu. 
- Mas esse flaflu vai jogar com quem????


PRA ENCERRAR, SE É QUE EU CONSEGUIREI...

Meu pai tentou me dizer, me ensinar. Quem fala demais dá bom dia a cavalo. mas eu demorei a aprender. Falei demais e estou pagando caro por isso. Sim, vou voltar ao assunto do futebol, pra tentar por um fim nessa discussão tola. Eu havia respondido a um email do "chato" Rodrigo e peguei pesado. Era uma gozação por parte dele e eu sei que apelei. Apelei pro sentimentalismo, pra argumentos de torcedor mesmo. Ele tinha esse direito e eu achei que pudesse ter também.
Mas meti os pés pelas mãos e acabei envolvendo a banda, a família , numa discussão sem nexo e sem futuro. 
Já havia pedido as desculpas aos torcedores e ao Goiás Esporte Clube, mas mesmo depois disso, além das surras em campo, tomei também uma goleada nos emails e comentários. Não, não to falando dos fanáticos xiitas que invadiram aqui e me obrigaram a ter que bloquear comentários. Eu to falando de esmeraldinos coerentes, calmos e interessados em entender o que se passa. 
Começo pelo email que recebi do Renato Teixeira descrevendo-se como roqueiro, torcedor do goiàs e bairrista. Foi um tapa com luva de pelica. Super educado, ele falou boas coisas, sem precisar me ofender ou à minha banda. o Danillo também mandou um email se dizendo decepcionado, mas não misturou as coisas. O Jeferson também mandou um email dizendo ser esmeraldino, mas entendendo o que se passa numa conversa assim. E por fim, recebi um email do "chato" Rodrigo. E esse me quebrou as pernas. O email foi educado, claro, e por isso mesmo, chato de se ler. Ao Rodrigo, eu realmente devo desculpas. O que era pra ser uma brincadeira boba entre torcedores rivais, virou briga de torcida e inflamações e apelações. Eu que sempre preguei dentro da banda, não misturar assuntos. 
Tentando resumir, e já me perdendo. 
Ao Goiás Esporte Clube devo minhas eternas desculpas. Sendo mais racional e menos passional, sei, conheço, vivi, e fui obrigado a engolir todas as conquistas do clube. Assim como o crescimento da torcida e de toda a estrutura.
Aos torcedores. Gostaria de selar a paz. Não entre mim e vocês simplesmente. Mas pra que pare essa briga imbecil. Futebol é assim mesmo. Você acha o seu melhor, e eu acho o meu melhor. E ponto. Quando o jogo acabar, vamos sentar juntos e tomar coca-cola, não interessa o placar. Futebol dura 90 minutos. Não é pra nossa vida inteira. Sinto-me envergonhado de ter causado tamanho alvoroço.
Pra finalizar, alguns pontos:
1. Eu joguei nos juniores do Goiás. Tenho uma camisa do Goiás na minha coleção de camisas de clubes de futebol. Não há raiva. Só torço pra outro time.
2. Aos meus amigos esmeraldinos, principalmente ao João Paulo (cujo pai era diretor do clube), peço desculpas mesmo sem ter falado com vocês sobre isso. Mas entre nós essa briga será eterna. E sadia.
3. Aos integrantes da banda que são esmeraldinos. Parem de me dar cascudos. E pago a caixa de cerveja com o próximo cachê.
4. Por que insistem em distorcer as coisas que eu disse? Como se eu tivesse falado mal de Goiás, nosso Estado. Calma aí. Eu sempre me senti propagador dos bons estigmas goianos. Teve gente dizendo que eu gosto é de Brasilia. Como assim? eu só disse em outro texto que achei Brasília legal, assim como Maringá, São Paulo, Londrina, BH. De onde tiraram que eu prefiro essas cidades à minha? Tá faltando uma declaração de amor a Goiania? É isso? Eu faço em todos os shows e entrevistas da banda.
5. e por último. Não misturem as coisas. Querem odiar-me, lhes entendo pela bobagem que eu fiz. Mas não julguem minha banda, ou os outros integrantes. Há na nossa equipe torcedores de vários times. E podem ficar tranquilos que já estou sendo bem punido por alguns deles. 

Por fim, gostaria também de pedir à torcida do Vila, que parem com essas discussões idiotas pela internet, que acabam inflamando o encontro nos dias de jogo. Eu sei que é difícil dizer isso aos torcedores mais fanáticos e xiitas, pois a esses, seja de qualquer time, lhes falta uma namorada.

Aos que compreenderam e souberam me explicar, agradeço. Não sou fanático, não sou teimoso. Sei que errei e não devo repetir esse erro. Obrigado aos emails e comentários que souberam me repelir, sem me ofender.
O blog está temporariamente fechado para comentários, pra evitar que se comece uma nova discussão.
Pelo amor de Deus moçada. É só futebol. Paz a esmeraldinos, vilanovenses e atleticanos. Aos que ainda estão irritados, espero que um dia possamos sentar e conversar melhor, sem mágoas, sem brigas. Ninguém é obrigado a gostar da banda, muito menos de mim. Mas acho que com respeito se chega a qualquer lugar. Se ainda não havíamos tido paz, é justamente porque eu comecei faltando-lhes o respeito. Por isso peço as desculpas. 
Não volto a tocar no assunto ok???

AS MULHERES DA MINHA VIDA

Não, não. Não to falando de mamãe, ou das ex-namoradas. Quem sabe da futura namorada. É que enquanto eu namorava eu acabei escondendo de todo mundo certas paixões avassaladoras que arrebataram meu coraçãozinho. Quem me conhece, imediatamente pensou na Juliana Paz. Vamos com calma, agora ela é uma senhora, casada. Isso me irritou muito, afinal de contas depois de eu citá-la em duas músicas, ela não me convidou pro casamento. Pra ser o noivo, enfim. Cortei relações. Pois ela que saiba que eu só fiz uso de seu nome porque precisava de uma boa rima. Já a Alline Moraes...Aah Alline Moraes!! Muita gente tem me perguntado se é uma paixão antiga. Sim, é! A gente namora há uns 7 anos. Eu comecei a namorá-la quando ela era uma lésbica da novela das 8. Depois namorou o Cauã (chato!), e eu continuei namorando-a sem pressão, sem cobranças. Andou pegando outros por aí, mas eu não me importo. Quando ela souber que eu existo vai acabar sabendo que a gente namora, e vai terminar comigo. Foda! Mas que ela saiba que meu mundo não gira em torno dela, viu! Eu tenho mais amores. A Grazi foi o único ser capaz de me fazer assisti o BBB. Que linda, que meiga, que educada. Sim, eu sei, ela vai se casar com o Cauã (que cara chato, toda hora no meu caminho, pisando na minha janta!). Aliás falo brincando, porque o Cauã é meu ídolo. Que cara bonito, credo! Mas é chato, um cara desses não tem o direito de ser gente fina, de ser engraçado, de ser boa praça (expressão retirada dos baús do vocabulário popular!). O Santoro é outro, parece gente fina, mas não pode não viu, meu filho! Faça-me o favor de aparecer no vídeo show, ao vivo, dando uma patada na repórter novata. E tem o Giane (pausa pra um breve comentário).

Vocês já notaram que todo artista mais novo, quer se impor chamando os famosos somente pelo primeiro nome, ou pior, pelo apelido? Assim: Bem, eu to tendo o privilégio de trabalhar com o Tony e com o Lima. O Benedito me deu esse papel maravilhoso e o Jayme é um fofo na hora de dirigir!!!

Voltando: Eu e meu irmão éramos fotógrafos em um desfile em Goiânia que contava com a Participação do Reinaldo Gianechini. Depois do desfile rolou sala de imprensa, com o cara dando o ar da graça pra entrevistas e fotos. Educação total por parte dele, e paciência também. A cada sorriso dele, umas 3 mulheres desmaiavam. Fiquei muito puto. Ele não tem esse direito. Chegar na minha cidade e ir distribuindo sorrisos assim. Esse cara tem o dever de ser metido e chato. Ou gay. Senão a gente vai falar mal como? Giane, Mire-se no exemplo do Dado.

Mas o que está acontecendo comigo? É um texto sobre mulheres. Mulheres!!! Saiam já daqui, seus chatos! De volta às minhas paixões... 
Eu tenho outros amores escondidos por aí. Sabem quem eu amo? A chapeuzinho vermelho. Não, não sou pedófilo. É a chapeuzinho da propaganda da educação no trânsito. Vocês se lembram dela? A propaganda se passava numa mesa de reuniões com personagens infantis. A Chapeuzinho, uia! Pra quem não se lembra dela, aí vai o vídeo. 
http://www.youtube.com/watch?v=VbFPIcCn6TY&feature=related Eu a amo tanto, que ela não diz uma palavrinha sequer durante todo o comercial e eu não me desgrudo dela. Sem contar que tem todo o charme da roupa, o sex-appeal de estar prestes a ser comida, enfim...
A minha poligamia televisiva vai além. Eu amo a Sandra Bréa. Eu sei, ela é das antigas e que Deus a tenha. Mas ela não está mais distante de mim do que essa chapeuzinho aí. Daí amo mesmo!! Ela era linda, linda. Que perfeição, que rosto, alta, esguia (to desenterrando termos com os quais papai designava mamãe nos bailes da jovem guarda, é uma brasa, mora!). E tinha uma voz. Meio rouca, de quem acabou de acordar, depois de dormir muito bem, cansada você bem sabe porque. Essa é minha paixão clássica, vintage.
A Patrícia do Roletrando. Linda, jeitinho meio inocente, até bobinho. Eu torço tanto pela letra A. Só pra ela aparecer mais no vídeo. Cabelão, bocona. - Uma cidade do interior Paulista. Patrícia, tem letra A? - Tem sim, Sílvio! E eu torcendo por Araraquara.
A Sheila Melo desperta meu lado mestre-de-obras. Ô lá em casa!
Amo também a Mônica Waldvogel. Que charme, que inteligência. E gata. Muito gata. Já deve ter filhos do meu tamanho, mas caso com ela e jogo play com eles. Perfeito.
Luciana Vendramini, ta sumidinha, aparece lá em casa! 
Isso tudo é pra vocês verem que eu não estou sozinho. Pra quem andou perguntando sobre minha deprê. Eu tenho meus amores, e elas nunca me abandonaram. Eu ligo a tv e vejo todas elas, só minhas. Nunca brigaram comigo por eu amar mais de uma. Nunca me ligaram reclamando de nada. Aliás nunca me ligaram! E eu amo todas. 
Agora que eu tô famoso (huahuauhauhauhhua, eu não ia perder a chance de escrever isso!), pode até ser que eu cruze com algumas delas por aí (que não seja a Sandra Bréa, por favor!). Mas alguém aí sabe me dizer ao menos o nome da Chapeuzinho????? Não é paixão, é amor mesmo!!!!

CADE O GLAMOUR????

Muita gente tem me perguntado o que mudou depois do Faustão. Vou abrir o jogo e dizer tudo, tudo. Não mudou nada. Na verdade o que muda é a perspectiva de quem lhe vê. Quem já nos conhecia acha que estamos famosos. Mas pera ai! Pra ficar famoso é preciso se tornar mais conhecido. Quem me acha famoso já me conhecia antes. Não dá pra entender. Alguns amigos reapareceram, outros desapareceram. Meus melhores amigos não me ligam mais. Falei com um deles que disse: Ah, não te liguei porque achei que ia estar ocupado. Daí falo com o cara e ele me pergunta como anda a gravadora, o escritório de vendas de show. Caramba! o Faustão te distanciou de mim, velho???? Me pergunta quem eu to comendo, po! Vai que um dia eu topo a Alinne Moraes, hein hein? pra quem eu vou contar? A principal mudança talvez tenha sido o fato de que me tornei mais mentiroso. Eu explico. As pessoas vão ficando cada vez mais íntimas, até pela natureza do nosso trabalho. E eu sou educadinho porque assim mamãe me ensinou. Mas me aparece cada uma. E eu sou obrigado a tratar com delicadeza e respeito. Se um dia sou acometido pelo mal que assolou o Jim Carrey em "O mentiroso", eu to ferrado.
- E aí Fabrício. Como tá a Pedra Letiça? cara, eu to com uma música aqui que você tem que cantar no seu show. Fui eu que fiz, ouve só! É a cara da sua banda.
- Que bosta é essa? letra sem graça, música escrota. Muito me preocupa você achar que esse lixo tem a cara da minha banda. 

- e aí Capota? você que é o cantor do pé da Letícia ne? Amanha vamo fazê um churrasquinho pá nóis lá na xácra! Só nóis e as gata! Bora lá tocar um violãozim???
- Nunca! Você quer é que eu toque de graça pra você fazer moral com esse bando de baranga. Ainda sei que a carne vai tá uma merda e você vai acabar me servindo Pepsi.

- Faaaaala Fernandão! Você é aquele vocalista que canta beber, cair, levantar, ne?
- Sim sou eu. E também canto a dança do quadrado, pó pará com o pó, e todas as outras músicas que você viu na internet. Além disso o Jeremias sou eu também. Eu falo sanduiche-iche, cacete de agulha, dou um golpe do sub-zero brasileiro e cantei no British Awards. Só que pra cantar lá eu fiz aula de canto e engordei um pouquinho. O cabelo é meu mesmo!

- Fábio? vocalista das barangas?
- Não senhora! Fábio de Melo padre e marqueteiro.

- E aí Compota. Manda um abraço pra mim lá no show de hoje a noite?
- Voca acha mesmo, companheiro, que no meio daquele tanto de gostosa, eu escolheria justamente você pra mandar um abraço????

- Faaaala Cambeta. tá rico agora hein???
- Tô viu! esse carro mil, é pra disfarçar. Eu não tenho cartão de crédito é por opção mesmo, porque tenho grana pra pagar tudo à vista. Esse x-burguer que eu to comendo é pra matar a saudade, caviar às vezes cansa o nosso paladar. E essa roupa velha aqui é coisa de artista, sabe como é. A gente pode ser excêntrico e usar camiseta furada. Aliás a cueca também tem um buraco grande, pode perguntar pra sua irmã!

- Mas hein, menino! Quando é que vai ter showzinho da sua bandinha?
- Minha senhora. Eu ensopo uma camiseta de suor, fico com os dedos latejando, me esguelo (que falta me faz o trema!), dou o sangue se preciso. E você chama a minha banda de bandinha e meu show de showzinho? De certo a vida da senhora é grandona, e produtivona. Deve receber um cachezinho, pra entrar pro quartinho, com um clientezinho, baixar a calcinha e dar essa coisinha mixuruquinha aí!

- E aí Cowboyta. Toca um modão aí pá nóis!
- Você faz o que dá vida, amigo?
- sou fazendeiro. Crio gado.
- então podia parir um bezerro aí pra mim. 
- Uai, vai lá na fazenda que te mostro como que é criar gado.
- Uai, vai ao show que te mostro como eu toco.

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E por último vou contar um pequeno caso. Fizemos um show em Ilha Solteira. O Show foi muuuuuito bom. Adoramos, mas o melhor veio depois. Os meninos iam voltar com a equipe técnica pra Goiânia. Eu estava vindo pra São Paulo, mas iria fazer uma parada em Presidente Prudente pra visitar amigos. Enfim, precisava pegar um busão de Ilha Solteira até lá. O Ônibus saia as 5:30 da manhã. Perfeito o horário. Acabou o show, recebemos uma galera no camarim e já emendei pra rodóviária. Mas ao chegar lá descobri que tinha que pegar um baú até Andradina e de lá um outro pra Presidente Prudente. O ônibus que saia de Ilha Solteira pra Andradina não é um ônibus de viagem. É um coletivo normal mesmo. E fuleiro. Entrei com minha mala e uma mochila, sentei lá no fundo e logo entraram 3 adolescentes que eu pareciam estar no show. Me olharam, olharam de novo, mas não acreditavam que era eu mesmo. Depois de botar 5.000 pessoas pra pular, animadíssimo, não podia ser o mesmo cara, cochilando num banco de busão. Ainda acabo com essa falta de glamour!!!!

VALE A PENA OUVIR!!!

Eu havia parado de dar dicas de música. Por preguiça mesmo. Acabei de chegar de um lançamento de um cd. A história é interessante.
Num belo dia, o Juninho, nosso produtor, avisou, antes de um show em São Paulo, que o Alison estaria lá, que era pra dar um oi e coisa e tal. Alison? ÉH! O filho do Chitãozinho e Xororó! Como assim, Juninho, o Chitãozinho e o Xororó reproduziram e nasceu um sabiazinho sertanejo? Não, não, ele é filho do Chitão, só. Mas num precisa de uma mulher? Ah, Fabiano, você entendeu, vai. 
Conversei um pouco com o cara, pareceu gente fina. Falou que conhecia nossa banda, que curtia o som, e que tinha uma banda também. A Alison 4. Fui educado, como sempre sou. Aliás, achei muito massa, porque nós somos fuleirões e achamos massa que o filho do Chitão tava lá. Mas eu nem sabia o que conversar. No meio do show, ainda ofereci Camioneta Zera pro cara. Sou sem noção, eu sei! Eu nunca havia escutado o cara cantando, nem a banda tocando. Hoje, estou em Sampa e o Juninho me ligou avisando que seria o lançamento do cd dele - do Alison, não do Juninho, ne? -  e que eu havia sido convidado. Evento que veio bem a calhar, já que eu ando meio na fossa. Fui, sozinho. Encontrei pessoas da EMI, me entrosei, enfim, não fiquei deslocado. Quando o show começou, tomei um susto. Não é que a banda é boa mesmo? Os caras mandaram uma pegada bacana, o cara é afinado, músicas legais, covers bem tocados. Achei massa mesmo, mas o melhor tava no fim. Tocaram por último uma música do cd deles que é muito boa. Muito boa mesmo. Eu poderia nunca fazer essa propaganda aqui, o cara não precisa, pouca gente lê isso, e ele mesmo nem vai ficar sabendo. Mas é bom mesmo, juro. Fiquei empolgadão. Quando acaba um show todo mundo dá parabéns, ne. Mas quando acabou eu fiz questão de dizer a ele que eu o cumprimentava com sinceridade. Ele me tratou tão bem que eu passei a me xingar internamente. Eu tive a reação inicial que a maioria de vocês deve ter quando ouvem que o cara é filho do Chitãozinho. Que nada, tão ralando no começo da carreira que nem a gente. Tão beijando a mão de cada um que vai aos shows, tão ensaiando, tão correndo atrás. É um cala boca pra quem pensa que é só ser filho de famoso. Filho de Chitãozinho bosta, o cara não montou uma dupla, não toca nada parecido, nem apadrinhado. Ganhou um fã! 
Enfim, tó falando isso pra juntar com o assunto do momento: Susan Boyle. Mania que a gente tem de julgar. Ela por ser feia, desarrumada, e virgem aos 90 anos. Ele por acharmos que nasceu com a vida artística ganha. Deve ser um saco todo mundo te tratar como o filho do fulano. Tomei na cara. O nome dele é Alison, a banda, ALISON 4, e a música que todo mundo devia ouvir se chama CHICO.  

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Dois breves comentários:
1. Por mim a Susan Boyle pode continuar virgem. Nem o Carlão pegaria. E acho que estragaria o charme dela. Quando ela começar a dar vai perder o que tem de mais bonito na voz. O desespero.
2. Lá no lançamento do cd um cara veio me cumprimentar pela banda e pela apresentação no Faustão. Era o Lucas do Fresno, de quem aliás já citei no blog, como a banda de hoje que eu realmente acho que tem coisas a oferecer. Eu não chegaria nele, né. Mas ele veio, todo tranquilo e falou comigo. Achei massa, liguei pra minha mãe (que é fã de Fresno), de madrugada, contando. Enfim, continuo o mesmíssimo fuleiro que se empolga com tudo ne. 
Antes de alguem falar bobagem sobre isso, sim, eu vou continuar humilde e não, não vou me deslumbrar quando a Alinne Moraes me der moral.

Ô Loco , Meu!!!

Acabei de chegar no hotel. Sabem onde eu estava? hein, hein? na Grobo. Domingão do Faustão. Vou contar uma coisa, rapidão.
Sabem o que passava pela minha cabeça - além do mousse para cachos definidos - antes de entrar no palco do Faustão?? Eu imaginava em quem estaria assistindo e me veria naquele momento.
Vamos por partes. 
Eu comecei pensando nos amigos de colégio, antigos, com quem convivi tanto e há tempos não vejo. Que viram o cara nerd com medo de mulher, aparecendo na tv pra 50 milhões. E claro pensei nas meninas com quem estudei e que nunca olharam pra mim com outro olhar que não fosse o de dó. rsrsrs. Pensei que meus parentes estariam orgulhosos, meus pais estariam chorando.
Mas como sempre, meu pensamento me traiu. Mais um pouco e eu comecei a lembrar das ex-namoradas. Os ex-rolos. A ex-sogras. Dái foi um pulo começar a pensar em outras merdas. rsrs
Estaria a Alinne Moraes me assistindo, me ouvindo pronunciar o santo nome dela em vão? A Juliana Paes? com o marido indignado. Pensei mais longe. Estaria a Sheila Carvalho, a Fernanda Machado, a mulher-melancia, sei lá. A Dilma Russef por exemplo. Dá pra imaginar ela dando um pequeno sorriso, se virando pro lado e dizendo: Que merda é essa???  Fiquei pensando se o Pelé estaria ligado na Grobo. Imaginei se o Fernando Collor tava assistindo, se a Rita Lee, o Simoninha, a Simony, o Jerry Adriany, o presidente Lula. Sim, eu penso muita besteira. De repente fomos chamados ao palco. Meu coração tava a mil. Daí me lembrei de uma pessoa muito especial, meu sobrinho. Ele vai demorar uns 10 anos pra entender isso porque ele só tem dois anos. Mas fiquei pensando em como ele nao tava nem aí. Todo mundo se descabelando na sala da minha casa, e ele preocupado em brincar com a enceradeira. Deve ter sido o unico lá em casa que teve a calma necessária pra dançar todas as músicas. Devia ser o unico de costas pra tv tomando suco de uva. Meio que se questionando o porquê de toda a aglomeração em torno de um caixote com imagens do titio. E me acalmei. Ri disso, sozinho. Percebi que a gente exagera tudo. Apesar de ter sido incrível, não é o fato de ter estado lá que resolveu minha vida, ou que me faz uma pessoa diferente, melhor ou pior. Sou o mesmo fuleiro, pobre e inseguro de sempre.
Mas que eu lembrei da Dilma Russef e do Fernando Collor, ahh.....preciso de um analista, urgente!

Só mais um comentário. Sim, as bailarinas são todas gostosas. Como já havia falado o Thales, meu grande amigo e parceiro, são mulheres aquário. Pode olhar, mas não pode por a mão. E elas ralam pra caramba, rola ensaio toda semana, de cada repertório. Sei disso sem ter conversado com uminha sequer. Mas o coreógrafo me disse que elas ralam muito. Que ensaiaram teorema de Carlão durante dois dias. Dá pra imaginar isso? As meninas sendo obrigadas a dançar uma música desconexa e ridiculamente engraçada?

Por fim, nada a ver com o que eu disse aqui, mas corram pra assistir ao filme sobre a vida do Wilson Simonal. Sem mais comentários....   

PEQUENAS IDÉIAS, GRANDES BOBAGENS!

COMECEMOS OS TRABALHOS:

Quem me conhece sabe que sou viciado em coca cola. Eu estava pensando se o mundo fosse todo feito de coca. Ao invés de água, coca cola. Abre a torneira e faz tssiiiiii. Eu so tomaria banho gelado. E pra quem pensa que depois de um banho assim eu ia ficar pregando, que nada! Ia ficar me lambendo tipo felino. Delícia. Imagina o mar quebrando na praia e as ondas fazendo o glup glup que a coca faz qdo sai da garrafa. E quando chovesse, eu ia ficar embaixo de um telhado, numa calha, com um copo e duas pedras de gelo na mão. Aliás, quem inventou que coca cola tem que vir com gelo e limão? Que raiva que dá! Você pede uma coca, da pura, e o garçon se sente no direito de te trazer uma rodela de limão pra estragar o gosto. Se eu quisesse limão, eu pediria poxa! Eu não pedi caipirinha, pedi uma coca cola. E quando a coca tá tão gelada que forma uma fina camada de pequeninos gelos coquísticos por cima? hein hein? Outra coisa que não suporto é pedir coca e ouvir do garçon que só tem pepsi. Não, então me traz um guaraná mesmo. Pepsi é imitação barata de deus-coca. É a coca do paraguai, é o Jorge Vercillo da coca. Já ouvi muita gente dizendo que coca desentope pia, mas falam isso como se fosse ruim. Como assim, quem quer uma pia entupida? Além do gosto e do prazer maravilhosos de se tomar uma coca, ela ainda pode trazer benefícios ao lar. Eu queria conhecer o cara que conhece a fórmula secreta da coca. Tipo o mestre coqueiro. Eu o chamaria de grão-mestre coqueiro. A fábrica da coca deve ser tipo a maçonaria. Voce entra como office-boy e o máximo que pode conhecer da fórmula é bebendo mesmo. Depois você vai subindo na hierarquia coquesca. Até o dia em que pode provar uma coca direto da caldeira da bruxa que a produz. Os meus amigos chatos intelectuais não gostam de coca porque acham que é um símbolo do imperialismo americano. Eu já acho coca cola extremamente democrática. A coca tem o mesmo gosto em qualquer lugar do mundo. A coca que eu tomo é igualzinha a do Obama. Eu desconfio que a Santa Ceia foi regada a coca. Eu até desconfio que foi Jesus quem inventou a fórmula secreta e esse segredo é guardado pela maçonaria. Faz sentido, nao faz? num belo dia, doido pra fazer um milagre e precisando de um bom marketing, transformou água em coca. O Santo graal deve ta escondido com aquele restinho preto no fundo. Isso só não ta na bíblia por questões de direitos sobre a marca. Só penso que, se nos rios corresse coca, no Tietê correria American cola.

Pra terminar, uma pequena coisa que me ocorreu quando a empregada da casa de um amigo lavou uma camiseta que parecia suja e estava no fundo da gaveta, mas que continha o autógrafo do Pelé. Imaginem se a empregada do Vaticano resolve dar uma geral e lava o santo sudário?
 - Eitcha que esses pano tá imundo! Ô Seu Papa, nesses trapo aqui eu tive que passar cândida viu? Num saía dijeito manêra. Mas agora o sr pode confiá que tá branquim. Mas eu truxi de casa mais uns pano de chão pra misturá. É que eu tava dano uma geral e ví que uns moleque pixaru o teto dessa capela aqui. Tava tudo xujo de anjim. Pode dexá que já lavei tudo po sr. Tá tudo brilhano. Mas comé que póde né, seu Papa. Como que eles consegue subi lá? Deu um trabaião pra limpá. Tive que misturá Gasolina com Qboa. Eu não tinha balde, daí usei essa tacinha aqui, que aliás tava péssi tamém. Tava com o fundo cheio de coca cola e as formiga juntano. Mas póde ficá tranquilo que comigo o selviço é garantido, viu? Tô ino, fica com Deus!


COMO SE LIVRAR DE CHATO INTELECTUAL

Eu cursei algumas faculdades públicas, sempre convivi no meio "alternativo" da noite, e sempre gostei de filmes iranianos. Mas eu confesso que acho complicado aturar chatos intelectualóides que, de um modo bastante presunçoso, acham que aqueles que não admiram Glauber Rocha e Pasolini deviam queimar no fogo do inferno, de Dante.
Crio agora um pequeno manual de ajuda aos que gostariam de dispensar programas de índio em prol da cultura inútil e do besteirol puro:

Caso 1: Seu amigo chato intelectual te convida pra um sarau

- E aí, companheiro! Hoje vai ter sarau de poesia neo-concreta com exposição de quadros pintados com urucum. Vai ser lá na casa de arte "Mártires da repressão". Toda a galera inteligente e antenada contra essa política liberal-opressiva vai estar lá. Vamos? 
- Pois é, Ernesto. Você sabe que gosto muito de valorizar produtos genuinamente nacionais, sem ufanismo barato, mas com o resgate das raízes afro e do passado escravagista brasileiro. Sabia que os escravos transformaram a polca e a valsa européias num novo ritmo frenético que passou a embalar os encontros miscigenados?  Misturando tambores africanos, instrumentos melódicos oriundos da cítara e do cravo, e alternando o tambourine para um novo modo de se tocar, com a base na mão direita, inventaram o pandeiro. Com o resto da carne de porco que lhes eram entregues, acabaram por criar um novo e apetitoso prato. É com base nessa retomada do nacionalismo que eu vou à feijoada com pagode do Neneca. Lamento não poder ir ao sarau, mas combinei com o Jaú, o Xumbinha, o Beto voz de pato e o Soares, e você sabe né, tudo pelo Brasil.

Caso 2: seu amigo chato intelectual te chama pra assistir um filme do Godard

- E aí, companheiro! Hoje vamos à casa da Irene fazer uma sessão Jean-Luc Godard. Não serão só filmes dele, mas também de seus seguidores. Estamos programando 18 horas de cinema de qualidade. Nenhum tiro, mas pura revolução. Toda a galera inteligente e antenada contra essa política liberal-opressiva vai estar lá. Vamos?
- Pois é, Ernesto. Você sabe que essa nova onda de retomada da cultura imperialista norte-americana, com base na trégua que demos com a eleição do Obama, não tem me agradado muito né. Apesar de não achar que ele seja absurdo como o Bushinho, ainda estou esperando pra ver melhor qual é a desse cara. Por enquanto faço minha parte apoiando aqueles que são oprimidos mais de perto por essa política ianque. Tenho pesquisado bastante sobre o México, seu passado principalmente. E mantenho firme minha posição de ataque às culturas internacionais impostas. Lá eles produziram durante a década de 70, programas radicalmente nacionais, esnobando a estrutura e o derramamento inútil de dólares hollywoodianos. Efeitos especiais caseiros que, com um pouco de boa vontade, pareciam reais. O roteiro é maravilhoso, expondo problemas nacionais, tocando na ferida sem medo. A série se passa numa vila, com várias famílias convivendo e tendo que aturar-se envoltos em problemas financeiros. O protagonista é um garoto órfão que a cada problema se esconde num barril. Olha que sacada isso! Representando o imperialismo do Tio Sam, há um senhor gordo que cobra os aluguéis mas não providencia quaisquer melhorias aos moradores. E em especial há um senhor anárquico que se nega a pagar os últimos 14 aluguéis, assim como se permite viver sem trabalhar. Um dia te mostro esse seriado com mais calma...deixa eu ir, que se trata de uma pesquisa importante.

caso 3: Seu chato intelectual te chama pra participar de uma manifestação em favor da demarcação de terras dos índios Capacôco na divisa do Acre com a Bolívia.

- E aí, companheiro! Estamos organizando uma passeata com nariz de palhaço em frente à sede da Funai. Esse governo não entende que os índios são nossos pais, avós. Que eles também têm direito à terra. Aliás, a terra é deles!
- Pois é Ernesto. Eu queria muito ir, mas exatamente hoje estou com um trabalho voluntário. Você sabe que prezo muito pelas minorias e as mulheres estão sendo mal tratadas, humilhadas e, até mesmo, espancadas. Junto com minha companheira estamos dedicando um ato de amor contra essa realidade. Acho que se cada um de nós aprender a fazer sua parte, como tratar bem uma mulher, o mundo há de se tornar um bom lugar pra viver. Nossa pequena manifestação particular será num ambiente menor, com relexores verticais e horizontais, música propícia para o ato, e extenuante tarefa física. Não vou te convidar porque acho que cada um deve contribuir a seu modo, e o meu é só com ela.

Caso 4: Seu amigo chato intelectual te convida pra ir ao show do Tom Zé, no Campus

- e aí companheiro! Hoje reuniremos todos os companheiros a fim de assistir a um espetáculo de música e de poesia. Tom Zé vai estar no campus pra um show que pretende abrir os olhos dos jovens, pretende mostrar a capacidade de fusão da música brasileira, pretende mostrar a amplitude de possibilidades da poesia, pretende destravar o jovem da repressão musical imposta por rádios e tvs, pretende informar, pretende libertar, pretende bastante coisa. Enfim, é um show bastante pretensioso.
- Pois é Ernesto! Eu até queria ir, mas tenho outro show. Na verdade esse show que eu vou só pretende divertir. Mas isso é o que pensam os nobres músicos. Você sabe que prezo pelas minorias, e estou farto de canções embaladas pela beleza esquelética imposta pelas passarelas. Pois essa banda transgride ao cantar uma ode à feiura. Defendem a união civil homossexual, contestam a vertente musical sertaneja imposta como estigma ao centro-oeste brasileiro. São tantas as poesias transgressoras que me perderia em tecer elogios. Só há um problema pra nós, companheiro: Eles não tocam Raul!

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BRASIL, Centro-Oeste, GOIANIA, SETOR BUENO, Homem, de 26 a 35 anos

 
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