Parece que vou voltar ao mesmo assunto, mas não é. Vou só contar mais uma das incríveis estórias que nos aconteceram nos Rio.
Alguém aí conhece o Rick Ferreira? Me desculpe se alguém respondeu afirmativamente, mas eu não conhecia. Pecado meu. O cara é um mega guitarrista, arranjador, violonista, mas sua especialidade é o banjo. O banjo, aquele instrumento típico do country americano. Iorileiiiii !!! Fora tudo isso trata-se do braço direito de Raul Seixas. Gravou trocentos discos com Raulzito, foi um dos músicos fixos do projeto Baú do Raul, no qual, inclusive, canta uma música sozinho. Organiza os shows e roda o Brasil com o espetáculo Toca Raul. E é gente fina. Muito.
Estávamos gravando o cd e na faixa Eu tô na seca (mais uma "poesia" desse que vos escreve) o Marcelo Sussekind achou que caberia um banjo. Boa idéia, mas quem toca isso? Opa, chama o Rick! Quem? O Rick! Trata-se da única participação de instrumentista no disco, fora o pessoal que já trabalha nos arranjos. O cara chegou, ouviu a música, curtiu, tirou de ouvido e fez uma melodia no banjo que me deu vontade de tirar a letra e deixar só o instrumental. Ficou massa e espero que ouçam. Não demorou nada pra gravar frases melódicas que eu nem imaginava que existiam. Fim da gravação, sentou-se com a gente e conversamos sobre marcas de violão, guitarra, sobre takamine e soltou o que não sabíamos: de toda a sua obra com o Raul. Obviamente ele não nos conhecia e não sabe da nossa música. Falou do Raul, de como ele era, de quando faziam shows, do fim da vida dele e da obra que ele ajuda a manter viva. Silêncio no estúdio. Muito medo de ele pedir pra ouvir o resto do cd. Mais um sinal? uma coincidência? outra cagada mesmo??? Só sei que temos mais um pouco de Raul no nosso cd. Fãs do Raul, morram de inveja! Rick Ferreira gravou com a gente! Só espero que ele entenda a brincadeira e não queira quebrar o banjo na minha cabeça. Se não entender vai ficar uma situação chata, mas se entender pode até se tornar um fã nosso, como nos tornamos dele.
Moçada, vou contar pra vocês sobre o nosso encontro com Reginaldo Rossi.
O cara é uma figuraça. Vamos do começo. Comecei a tocar violão já adulto. Quando era adolescente eu freqüentava uma roda de violão em Goiânia com amigos e conhecidos. Chamávamos esses encontros de CERVOLÃO. Biel, Rodrigo Bazuquinha e outros eram os organizadores. Eu só ia porque era amigo deles. Eu não sabia tocar nada, mas adorava a bagunça, e as músicas. Foi lá que eu ouvi pela primeira vez Em Plena Lua de Mel e também uma versão do refrão em espanhol. Adorávamos aquilo que o Thiago Bastos trouxe do nordeste. Quando me mudei de Goiânia e comecei a tocar violão, carreguei essa música pro repertório nos churrascos. Foi quando eu também compus Como que ocÊ pôde. Daí vem o Falange (bar do qual o Thiago percussionista do Pedra Leticia, era dono), o começo real da banda, o Omelete, e essa música nos acompanhou. Quando "Como que ocÊ pôde" começou a fazer sucesso no You Tube a nossa segunda música foi, automaticamente, Em Plena Lua de Mel. Todo mundo canta o refrão nos nossos shows. Ano passado, recebemos convites de três gravadoras para gravar um cd. A EMI foi uma escolha pensada, pela total liberdade que nos daria, e deu. Ao definirmos o repertório do cd, faltava resolver a questão: "Iremos gravar um cover?" A primeira idéia era um cd só de composições próprias. Fomos ao Rio pela primeira vez em dezembro, gravar três músicas. Total apreensão por chegar ao centro cultural do Brasil. Descemos no aeroporto completamente vidrados com aquilo tudo. Mas estávamos meio perdidos também. Pegamos as bagagens, nos perdemos, achamos a saída pros táxis, e, antes de chegarmos ao carro, encontramos o primeiro famoso. Lá no Rio todo mundo age naturalmente ao cruzar com um famoso. Chega a ser ridícula a tentativa de encarar com normalidade a facilidade com que se vê artistas globais, músicos e personalidades em geral. Pra você ter uma idéia, no nosso primeiro jantar numa pizzaria, sentamos ao lado de Luana Piovani. O Thiago estava com as costas da cadeira grudada nas costas da cadeira dela. Entenderam a cena? Aja naturalmente Thiago! Difícil. Ele suava, tremia, falava alto. Mas não pode dar na cara. E realmente parece que temos escrito nas nossas testas: GOIANO. Só que a Luana nã foi a primeira. Sabe quem era o cara do aeroporto? Reginaldo Rossi. Fazia uma conexão pra Angola e estava do lado de fora do aeroporto fumando um cigarro. Camisa aberta, por fora da calça social nada chique. Completamente povão (uso aqui uma expressão típica dele mesmo). Não resistimos e o abordamos. "Rossi, somos uma banda de Goiania que canta em plena lua de mel somos muito fãs do senhor de você sei lá, tira uma foto, toma uma camiseta da nossa banda com a sua foto, nem to acreditando, dê cá um abraço, pra onde vai de onde vem, o senhor você sei lá tá fazendo show aqui no Rio??" Que loucura. O primeiro cara que topamos no Rio foi o próprio Rossi. Que mora em Recife. Alguns chamariam isso de um sinal, eu chamo de cagada mesmo!
Voltamos em maio pro Rio pra gravar as outras músicas. O Vítor, que é o gerente artístico da EMI nos diz que acha imprescindível gravar essa música. Dizemos a ele, como quem não quer nada, se haveria a possibilidade da participação do Rossi. Opa! Cinco minutos e duas ligações depois, ele confirma que o Rossi vai ao Rio pra gravar com a gente. Como assim?! O Rossi mesmo? O Reginaldo? Só acredito vendo. E depois de duas semanas eu vi. Estávamos ansiosos no estúdio. Toca a campainha e ouvimos aquela voz tão característica, tão original. Entra um dos caras mais engraçados e gente fina que já conheci na vida. Contou histórias, revelou segredos, fez todo mundo rir. Ouviu nossa versão e nos disse que havia lembrado do dia do aeroporto. Se emocionou, de verdade, com nossa homenagem. Contou piadas e casos seus. Falou sobre o povo e sobre o que o povo gosta. Ele saca muito disso. Contou que numa das infinitas viagens ao interior do nordeste, estava saindo do show na van, com centenas de pessoas cercando o automóvel. Pediu ao motorista pra não andar depressa, pra ter cuidado com o povo. A velocidade desenvolvia devagar. Quando já alcançava os 40Km/h viu que um cara corria desesperadamente atrás da van. Sentiu que era um fã especial, devido a todo aquele esforço. Pediu ao motorista que parasse, que queria ouvir o que um fã tão ardoroso tinha pra dizer. O chofer freiou, abriram a porta da van, e o fã esbafurido, exausto, solta: "Rossi, eu também sou viado!" auhhauuha. Inacreditável isso. Rossi contava às gargalhadas. O filho dele estava presente a gravação e confesso, nunca imaginaria se tratar do filho do Rossi. O cara é fino, ator, ultra cool. Rossi é do povo, e ressalta isso a todo momento. Entrou pro estúdio com profissionalismo e bom-humor. Além de cantar uma parte, soltou frases incríveis. Eu, do lado de cá do vidro, não acreditava. Olhava pros meninos da banda e não sabíamos o que nos dizer. Lembrei-me dos meus amigos de cervolão. Da fita cassete que haviam trazido do nordeste. Lembrei-me de todas as vezes em que cantei isso num churrasco, escutando gargalhadas a cada versão internacional da música. Ele disse, durante a música, que se tratava do Rei, do garanhão de Pernambuco, do maior galã do Brasil. E ele é. Ele falou brincando, mas ninguém sabe, como ele, fazer o povão entender a música e a elite entender o povão.
Saiu de dentro da cabine do estúdio com o humor intocável. Ainda rimos mais algumas horas. Sei que ainda vamos nos encontrar pra tocar essa música algumas vezes e vou sempre admirá-lo. E ele estará sempre gravado - literalmente - na nossa obra.
Nos despedimos, ele deu um abraço forte. Educado saiu, e meu coração voou mais que avião. Quando o perdi de vista, se encaminhando pro portão do estúdio, eu e os meninos nos abraçamos. Que sonho! Olhamo-nos incrédulos. Foi quando ouvi a voz inconfundível vinda lá do portão de saída. Fabiaaaaaanoooooo!!!! Fabiaaaaanoooooo!!! fui correndo ver o que era e ouvi a voz autêntica me dizer, entre gargalhadas: "Eu também sou viado!!"
Opa moçada. Peço mil desculpas sobre o abandono do blog durante esse período. Estávamos gravando nosso cd. E durante os finais de semana corríamos pra fazer os shows. Sem tempo e com acesso restrito a internet, uma vez que o proletário musical que vos escreve não possui notebook, acabei negligenciando esse espaço aqui. Mas, resolvido, volto cheio de estórias pra contar. E vou começar comentando sobre a cidade maravilhosa.
O Rio de Janeiro. Do samba e da violência. De Cartola e Beira-Mar. Do Leblon e do Vidigal. Eu não conhecia o Rio. Um goiano solto na capital turística do Brasil. Não ia dar certo né! Pra quem conhece o Rio das novelas e do noticiário, esqueça tudo o que lhe passa na mente. O Rio não é tão ruim assim. Nem tão bom. Eu sempre fui meio fascinado com tudo aquilo. Adoro o mar, a música, o Flamengo. Mas confesso que fiquei surpreso, e também me decepcionei algumas vezes.
Sobre a violência: Calma aí!!! Não se trata da guerra civil que o Jornal Nacional apresenta. Todo mundo lá anda meio esperto nas ruas. Mas assim também é em São Paulo, Recife, Salvador, Curitiba, Goiânia. Centro da cidade é complicado mesmo. O pesado tá no morro, mas confesso que não me atrevi a subir nenhum. A polícia tá nas ruas. Fomos parados de madrugada por uma blitz. Lembrei de Cidade de Deus e Tropa de Elite. Gelei! Dois policiais. Um com uma Ar-15 na mão, o outro nos abordou educadamente: "Podem descer do carro?", descemos. "Estão portando drogas?", só uma prova do cd do Pedra Letícia. Baculejo total. O oficial revistou o painel, banco da frente, de trás, tapetes. Eu tenho medo de polícia, mesmo sabendo que não fiz nada de errado. Pediu documentos e entregamos tudo certinho, ele tinha o cuidado de pedir pra retirarmos o dinheiro antes de olhar nossa carteira. Clímax da blitz, o policial nos pede pra abrir a calça e levantar o saco pra "averiguar" se carregávamos drogas. Constrangedor. Várias pessoas me disseram que não éramos obrigados a proceder, mas era madrugada e não seria uma boa negar nada que o policial pedisse. Eu tinha R$ 160,00 no bolso da camisa. Antes que pensem que ando com essa grana todo dia, estávamos jogando pôquer na casa de um novo amigo e saí vencedor (preparei o texto pra tirar essa onda). Achei que o meganha ia me levar o lucro da noite. Mas educadamente ele nos dispensou. Ufa! Deu medo. Mas o procedimento foi perfeito. Nada de truculência. A não ser por uma pequena falha. O puliça esqueceu de olhar o porta-malas. Como assim? PORTA-MALAS? Eu poderia estar carregando, não drogas, mas um cadáver. Caberia ali um corpo, quilos de drogas, uma tv roubada, uma roleta, uma mala de dinheiro - falso. Todo tipo de crime cabe dentro de um porta-mala.
Sobre as belezas naturais: O Rio continua lindo. Mas depende do ângulo. Saindo do aeroporto do Galeão, são uns 20 km de absoluta feiúra pela linha vermelha. Um mar de bosta, depois um mar de favelas (desculpa, comunidades!), e pra encerrar passa perto de São Januário. Eca! rsrs Segundo informações de lá mesmo, são 800 favelas (ops, comunidades!). É de dar dó. Os cariocas apontam vários culpados e eu não estudei a fundo. Mas o governo Brizola foi um grande incentivador da formação dessa imensidão de pobreza. Estávamos em Copacabana. Gringos e mais gringos, de toda parte do mundo. Lá é legal. E só. Legal mesmo é a Barra, o Leblon, Ipanema. Gente bonita é no Posto 9. Em meio a marofa se enxerga uma gatinha, e um cara sarado ao lado dela. Eu não teria a menor chance no Rio. Eu e o Thiago chegamos a uma conclusão no Rio: realmente existem mulheres lindas, mas o número de caras bonitos é bem maior. A concorrência seria desleal. Eu só poderia me mudar pro Rio depois de uma temporada na Sibéria com o Stallone. Treinamento do Rocky mesmo. Levanta tronco, sobe escadaria. Eu e minha pancinha chamamos muita atenção no Rio, mas não da maneira que eu gostaria.
Sobre o Flamengo: Eu sou cagado de arara. Passei um mês no Rio e consegui não assistir a nenhum jogo do Flamengo no maracanã, que aliás, ainda não conheço. Esse time fuleiro tomou aquela taca na libertadores e eu fiquei a ver navios. E ainda tive que agüentar tricolores gritantes. O Mengo me deve essa.
Enfim, sobre o cd: sem a menor modéstia é o melhor cd da carreira do Pedra Letícia. rsrs. Mas é apaixonante fazer um cd. É como um filho mesmo. Cada música que vai sendo construída, arranjada. São onze músicas. Dez escritas pelo pançudo aqui, e o cover "em plena luz de mel" cujo arranjo é maravilhoso. E, surpresa das surpresas, participação do Reginaldo Rossi.
Melhor eu abrir um novo tópico só pra falar do cd...
Digo tchau ao Rio. Com uma mistura de eterna admiração e decepção. O Rio não é tudo de bom. Nem tudo de ruim. Como todas as outras cidades, possui defeitos só dele, mas qualidades absolutamente inconfundíveis. Ou você acha que pode tomar uma água de côco olhando o mar, a Luana Piovani e o Nelson Motta em algum outro lugar no mundo?
Sim, eu adoro esse assunto. Na verdade o título chama atenção maior do que deveria. Eu vou mesmo é falar das desventuras sexuais do Ronaldo Fenômeno e do porquê da dúvida (dos outros, nao minha!!!) sobre a minha sexualidade. Eu disse em outro post que ia comentar isso e vou aproveitar a "escorregada" do Ronaldinho pra explicar certas coisas.
Primeiro, eu não acho que o rapazinho lá seja gay, nem mesmo bi. Acho que ele é doido. Doido mesmo, de varrer calçada com vassoura imaginária. E devo dizer que, como o assunto sexualidade sempre me interessou, eu não sou exatamente um ignorante. Posso até parecer ao fazer, mas pra falar de sexo tenho bom conhecimento. Já li Freud e outras teorias "sexualistas", já pesquisei sobre taras e fetiches, e até as 10 dicas da Marie Claire eu dou uma olhada pra saber se elas vão fazer algo que realmente me agrade. Mas o fenômeno tem claro distúrbio sexual ne. Tá bom, tá bom, é difícil definir o que é distúrbio ou qual seria esse distúrbio, mas que o cara não é normal, já está claro. Em grossas palavras, o cara come a Cicarelli, a Raica, a Werner, a Livia Lemos, tem uma namorada gatissima, sem contar as milhares de gostosíssimas a que ele tem acesso todos os dias e que topam qualquer aventura com o rapaz. Daí ele procura o André , ops, Andréia??!!! E que traveco feio. Podem dizer que se o travesti fosse bonito ainda seria travesti, mas pelo menos enganaria de verdade ne. O André não ne!! Pra mim o Ronaldo já conhecia essa Andréia dos juniores do São Cristóvão, ela era zagueiro. Enfim, o Ronaldo enjoou de gostosa.
Eu escrevi uma música há dois meses, ela se chama "resolução", leia a letra. Estará no cd, e juro que escrevi antes da história do Ronaldo hein:
Não quero mais discutir relação
Nem me importar com sua menstruação
Não quero mais passar medo
Com você na direção,
Olha o caminhão!!!
Já me cansei de bancar o machão
Eu vou mudar minha programação
Vou ver sex and the city
E depois vou correr pro salão,
Fazer pé e mão
Eu quero alguém assim como eu
E que me dê o que você não me deu
Eu vou virar Julieta
À procura do jovem Romeu
Vou namorar um traveco
Agora a fila andou
Eu até ganho um amigo
Joga bola comigo
Ainda pega no gol
Pode falar, não me importo
Com o que venha depois
Se eu ligo meu playstation
Ele me pede com jeito pra ser o player 2
Ele é melhor que você que nunca atendeu o que eu pedia
na falta de outro orifício, não faz sacrifício e me dá o cu todo dia
Que poesia, que poesia!!!
E aproveito o gancho pra falar de um cara que é muito importante pra mim. Ele é lindo, gostoso, cheiroso, e assumo que eu o amo mais que tudo no mundo. Digo mais, chegou a hora de assumir que é a pessoa com quem eu mais faço amor: EU MESMO!!!!!
Já teve gente que pensou bobagem, sabe por que? Porque todos pensam que sou gay. Alguns fatores contribuem pra isso e devo admitir que são culpa minha:
1. Minha imitação do Robert Plant;
2. Meu cabelo com faixinha, tiara ou qualquer ornamento homo;
3. Eu sou educado, demais;
4. Eu não bebo, não vou pra balada, não saio cheirando cabelo de menina na boate;
5. Tenho o mesmo amigo há 17 anos. E é o Júnior (que eu mesmo pensei que fosse gay, quando o vi). E a gente tá sempre junto. Mas que vai ler isso aqui com a namorada dele e vai ficar puto da vida. Desculpa, Carol;
6. Eu danço, e gosto de dançar. Inclusive anos 70. e Gloria Gaynor;
7. Eu ouço Queen bem alto no carro.
Enfim, eu dou meus motivos né. Principalmente aqui em Goiânia, onde há uma disposição enorme pra se reparar e comentar a vida alheia.
Mas calma aí. Eu sou hétero. Gosto, e muito - até demais - de mulher. Já fiz muita bobagem por causa delas, aliás. Nunca experimentei homem, nem na infância. Prefiro acreditar no que as mulheres dizem. E se vocês dizem que homem é bom, eu acredito. Não é agora que vou dar uma de São Tomé. Apesar de achar que toda mulher devia experimentar outra. E me chamar pra assistir.
Porque eu acho que ser gay ou não ser gay, é só uma posição (literalmente) sexual. Não muda nada o fato do cara ser carro ou garagem, espada ou bainha. Os relacionamentos não são todos sexuais. Quando eu digo que sou amigo de pessoas gays, homens e mulheres, significa que não me interessa o que elas fazem na cama, ou no sofá, ou no motel de quinta categoria com três travestis. Posso até rir do Ronaldo, mas ele ainda é um ídolo meu. "Meus heróis morreram de overdose", nem por isso eu vou por meu narigão no pó. Meu maior ídolo na música é um ícone gay: Freddy Mercury.
Ronaldo, pode comer quem você quiser. Quando eu disse distúrbio, eu peguei pesado com você , ne?! Mas é que eu acho Travesti meio "freak". Sei lá. Muito fetichista pro meu gosto. Anões e azeite. Chicote e cocô.
Sei lá, eu ainda sou meio old fashion (acho tão gay usar expressões em inglês), demodèe (e em francês, hein, hein?!!). Meio antiquado mesmo. Gosto de cama, lençol, mulher(es), meia-luz, cd da Sade - na ordem, velas, vinho (metira, só bebo coca mesmo), beijinho no pescoço, risadinhas, um "shhhhh"!!!, outra risadinha, outro beijo mais forte, sem blusa e sem camiseta, sem calça e sem saia, tira o soutiã, pega aqui, acolá, língua, dente, ops, aqui não, tira a cueca, risadinhas (não entendi o porquê!), tira a calcinha, joga de lado - a calcinha, cai em cima da vela, pega fogo!!! loucura, ta quente aqui, acolá, suador danado, bate, bate, bate que apaga o fogo da cortina. Só alastrando, pega aqui, eu disse aqui ó. Ali não. Fogo no sofá, na poltrona, suador, agora vira assim, loucura, preciso de água, urgente. Até no teto?! Tá assando já. Melhor dar um jeito nisso antes que destrua toda a casa.
Ufa!
Ola
Não existe uma cidade em que já nos apresentamos que tenha passado incólume pela pergunta "de onde vem o nome Pedra Letícia"...
é claro que pra cada cidade, uma história diferente. Na melhor delas eu chamo o Carlão (nosso amigo, roadie e faz-tudo da banda), e conto uma história cabeluda e muito triste. Ele começa a chorar na frente da pessoa que perguntara. Ao fim de uns 15 minutos de muita ladainha e chororô nós revelamos que se tratava de uma brincadeira para total revolta. É sim, uma piada negra, de um humor que só faz sentido pra gente que é da banda. Mas serve pra pessoa nunca mais se atrever a perguntar. rsrs
No antigo site da banda eu dispunha três histórias com propostas desse porquê. Leiam e esolham a que vocês preferem:
SEGUNDO OS HISTORIADORES E PALEONTÓLOGOS, SÃO 3 AS VERSÕES SOBRE O NOME DA BANDA:
Nos idos de 1959, passeávamos pela fria e úmida Liverpool, a cantar alegremente em seus campos de morango, atravessando a passos lentos a Abbey road, quando, sentados à relva molhada, nos deparamos com 4 rapazes, simpáticos que admiravam a maneira com a qual tocávamos nossos instrumentos. Fabiano ao violão e Fabianim ao Baixo com Thiaguinho na percussão, ou seja a formação básica de uma boa banda. Poulma se encantou com Fabiano e seu jeito extrovertido de cantar balançando a cabeça. John via em Fabianim um ótimo instrumentista, mais introspectivo e engajado. Ringuinho (que era como informalmente o chamávamos) só tinha olhos para Thiago. Trocamos idéias por toda tarde, noite, e parte da madrugada. Discutimos sobre a possibilidade de se construir um submarino de uma cor mais, digamos, heterodoxa. Falamos sobre o sargento pimenta e sua banda de cornos. Enfim, demos todos os toques para os jovens iniciantes. Poulma, o mais saidinho, perguntara à Fabiano qual o nome da banda. Àquela época o Pedra Letícia ainda se chamava The Beatles, e foi isso q Fabiano disse. Poulma ficou fascinado com a criatividade do nome e implorou a toda banda para que lhe cedessem os direitos dessa alcunha. Nós 3, comovidos com a vivacidade, o interesse em aprender, e a humildade dos rapazes, aceitamos trocar o nome da nossa banda, pelo nome da banda que eles tinham. Eles utilizavam-se do nome LET´S ROCK (rock = rocha, pedra ; let´s = Letícia ). Não temos o que reclamar da troca, uma vez que The Beatles já se foi há muitooo tempo, e nós não. Estamos por aí fazendo sucesso em todo canto do mundo. E Vivos!!!!
p.s. Poulma ficava irritado quando Fabiano brincava com ele dizendo que eles tocavam de quatro. Hihihihi. E quando Poulma perguntava por que nossa banda só tem três elementos, ouvia a indignada pergunta: PRECISA DE MAIS???
2. A TEORIA DE MARIA MADALENA
Não sei bem se era mesmo Maria Madalena, mas a história é conhecida ne. Recapitulando: Mulher biscatinha, vai tomar pedrada até morrer, corta pro gatão barbudo que fala difícil. – quem não cometeu pecados que atire a primeira pedra. Ok? Lembrou? Vamos lá. O que poucos sabem é que ali, na pequena multidão (ou seja, uma multidinha) estava Letícia. Moça simples, trabalha em casa de família. Faz bico no Shangrilá sábado a noite. Sempre distraída. O barbudo falando e ela contando pra amiga Geisilene que o Waldemar tava de rolo com a vadia do 901. Ela praticamente competia com o barbudo. Ele aumentava o tom de voz, ela também. Estava incomodando. Quando o barbudo preparava a frase fatídica, ela ouve um psiu nervoso de alguém querendo escutar (como devia ser difícil naquela época, discurso sem microfone) e só ouviu o resto da frase - ...atire a primeira pedra. Não pensou duas vezes: boa de mira, rumou na testa da coitada que já se sentia absolvida. Ninguém entendeu nada. Todos a olharam, menos a coitada que escorria sangue no olho ne.
- VOSSA CONSCIÊNCIA VOS PERMITISTE ATIRAR ESTA PEDRA, LETICIA? (disse o barbudo)
- CADA UM COM SEUS POBREMA, CADA UM COM SEUS POBREMA (disse Letícia)
3. A TEORIA DO CARBONO 14
Há alguns anos, descobriu-se o fóssil e reconstruiu-se com o uso de computadores o rosto de Lúcia. A primeira brasileira. Lembra??? Se não lembra, pesquisa no google. O que pouca gente sabe é que a primeira Uzbequistaneza foi Letícia. Seu fóssil foi encontrado há milhões de anos. O fóssil!!! Ela praticamente vivia sozinha no mundo (ta bom, ta bom, mas Adão e Eva estavam em Caldas Novas ne, aquilo sim é o paraíso). Seu passatempo favorito era colecionar pedras, na esperança de ter a quem mostrar um dia. Ao lado do seu fóssil, a polícia encontrou 4 quilos de pedra. E um cachimbo. Feito de durepox. Símbolo da natureza humana mais crua, e sua intensa vontade de aparecer (mas, pra quem???) o nome de nossa banda junta o elemento Pedra e o nome Letícia, hein hein!? Pegou, pegou?!
p.s. se você nunca tinha ouvido a bela história de Letícia, a Uzbequistaneza, lembre-se que um dia você também não conhecia o Pedra Letícia. Incrível ne!!!
texto escrito ha alguns anos já viu
Fome, sede e vontade de ler
Os biólogos, cientistas, cientificistas - enfim, qualquer estudioso do corpo humano -não cansam de afirmam e reafirmar a perfeição do corpo humano. A mais completa máquina já criada. O complexo sistema de células, órgãos, substâncias que sintetizam a perfeição. Pois tratemos de discordar. O corpo necessita de combustíveis. Se precisamos de água, temos sede. De comida, temos fome. Nunca paramos de respirar. Por que nos falta uma necessidade de ler? Alias, não há sequer um nome pra isso. Simplesmente “a necessidade de ler”. Algo como a manutenção da intelectualidade, ou da saúde do cérebro. Ler. Ler como quem mata a sede. Como quem avança sobre um prato de comida. Um copo de água bem gelada e uma Clarice. Uma lasanha e um Machado. Para todos os dias, arroz, feijão e Allan Poe.
A falta de leitura deveria ser retratada em fotografia premiada pela National Geographic. Concorrentes do “Foto do ano de 2004”: O menino faminto da Etiópia, a baleia encalhada da Antártida e o Sem-livro do Brasil. Deveria estar estampado na cara do sujeito: “Sou subletrado”.
Não se justifica com a situação do nosso país. Não se trata aqui da falta de incentivo e de educação, já notória e discutida. Mas de atitude.
Os jovens - ah, sempre os jovens – não conseguem, ou não querem, enxergar o benefício da leitura. Qualquer leitura. E os jovens crescem, ou já cresceram, subletrados. Daí a pergunta: E se houvesse uma necessidade física? Penso que ainda há o que mudar na estrutura humana. Que tal essa dica? Hein! Na falta de uma terminologia melhor, fica a “fome de leitura”, ou a FOMURA. O menino grita: “Manhêêê, to com uma fomura danada”. E ela vem correndo com a Ruth Rocha que é pro menino parar de reclamar. O pai, no meio da noite, acorda com o choro do bebê. Dá a mamadeira, troca a fralda e lê o Ziraldo enquanto o neném não consegue sozinho. O casal de namorados vai sair a noite. Jantar, choppinho ou leitura? O rapaz mais afoito sugeriria um João Ubaldo. O divorciado um Nabokov. O mais esperto um Vinícius (sim, elas ainda adoram). E a combinação vinho, massa e Drummond? Irresistível.
O sonho enfim se concretizaria com o obeso-literato. Aquele que, de madrugada, assalta a estante. Acha que não faz mal um Parnasianismozinho durante as refeições. Vai ao médico, o letricionista, que lhe passa uma dieta a base de romance. Nada muito pesado. Depois das 20 horas, só Sidney Sheldon. Mas cai em tentação e é flagrado com “Crime e Castigo” nas mãos. A família se preocupa. Tornou-se um livrólatra. Só o L.A. poderá salvá-lo. Nas reuniões com o grupo de viciados em literatura, ele conta sua saga: “Bem, comecei aos 10 anos. Como todo mundo. Fadas, chapéus, narizes que cresciam. Depois eu parti pros livros menores. Mas quando você menos espera, já está devorando um Jorge Amado numa sentada só”. Um “ooh” ecoa na sala. Senhoras comentam entre si. “Tão novinho e tão letrado né!”
Bibliotecas lotadas. Um silêncio ensurdecedor. Filas enormes para entrar. É muita gente morrendo de fomura. Consegue uma mesa, pede o menu.
- Por favor, me vê duas Cecílias. E pro menino pode ser um Lobato, que ele adora!!
- Senhor! Nossas Cecílias acabaram.
- O quê? E o que você sugere?
- Nosso Eça é legítimo, senhor! E temos Camões
- É que os portugueses são caros né! E meu médico me proibiu Camões durante a semana.
- Algum Andrade?
- Não sei. Não sei. To indeciso ainda.
Depois de alguns minutos pensando e testando a paciência do rapaz que lhe servia...
- Ah, vou de Paulo coelho mesmo que é só pra matar a fomura.
eu escrevi esse pequeno poema aos 14 anos de idade. Consigo assim provar que as bobagens que escrevo são só o resultado de uma cabeça merda-pensante que sempre me dominou.
O SAL DO MAR
Nesses versos vou contar
O porquê de ser salgado
O gosto da água do mar
Eu nasci aqui na roça
E daqui nunca saí
Crio porco no chiqueiro
Galinha no meu quintal
Tenho duas vacas leiteras
E mais uns 3 animal
Sempre gostei dessa vida
Mas Rosinha amargurada
Queria ganhar dinheiro
Foi pro Rio de Janeiro
Trabalhar de empregada
Eu mandei mais de cem cartas
Mas nunca me respondeu
Eu sem saber nada dela
Ela sem nem se importar com eu
Ia pra beira do riacho
Pra pescar e esquecer
Entender porque diacho
Pra lá ela foi se meter
No barranco eu só chorava
Era grande a minha mágoa
As lágrimas que saiam
Iam pingando na água
Misturavam com o riacho
Que é lá no mar que deságua
Foi tanto meu sofrimento
Que as vista avermeiada
Derramavam tanto pranto
Que parecia enxurrada
Fui salgando o riacho
De tão grande o meu penar
E no encontro das águas
Salguei a agua do mar
Não sei se ela tem dinheiro
E se sai pra passear
Mas la no Rio de Janeiro
Quando ela vai se banhar
Já deve ter percebido
O gosto da água do mar
No que ela faz por lá
Não gosto nem de pensar
Rosinha é muito bonita
E os homens daquele lugar
São muito namorador
Num sei se ela vai aguentar
Eu já desacoçoei
Deixei de ter esperança
Na verdade já comecei
A executar minha vingança
Já deve ter mais de ano
Que quando tô precisando
Fazer as necessidades,
Corro pra beira do rio
Mesmo que esteja frio
Lá me sinto a vontade
Outro dia ouvi no radio
A noticia que eu queria
Que as praias do Rio de Janeiro
Parecem até um banheiro
De tanto que tem porcaria
Rosinha
Dinheiro num é tudo
Mas é disso que você gosta
Saiu daqui me deixando
Acreditando na aposta
De ficar rica um dia
E rír pelas minhas costas
Mas se você for no mar
Vai sentir minha resposta
Nadando quase pelada
de mão dada com um camarada
Vão nadar na minha bosta
Estou em fase de composição e arranjos pro nosso cd, e por isso não tenho tempo nem idéa suficiente pra escrever também nesse blog. Vou postando textos que eu já tenho aqui, mas manterei sempre atualizada essa seção.
Muita gente me pediu as músicas do Nelson Gonçalves e eu disponibilizei. A partir de agora já colocarei o link para vocês baixarem e se possível emitam as suas opiniões. É o que, em português, eu chamo de feedback.
música: DON´T STOP ME NOW
intérprete: QUEEN
link: http://rapidshare.com/files/102012055/Queen_-_Don_t_Stop_Me_Now.mp3.html
Essa é, pra mim, a melhor banda de rock de todos os tempos. São quatro virtuosos. Todo o instrumental do Queen é muito bem trabalhado. Solos de guitarra de Brian May que você acompanha cantarolando. O bateristá, além de ser muito bom, é também a segunda voz. O baixista é um monstro, porém discreto. Godzilla invade sua sala enquanto você namora, e você nem o nota. Eu sempre acho que os melhores baixistas devem ser pessoas discretas. Nem todo mundo "entende" o som do baixo. O bom baixista é aquele que joga pro time. Sem firula, engrandece a música e deixa guitarristas e vocalistas na cara do gol. John Deacon era um desses. Mas com a morte de Freddy, ele abandonou a música. PUUUTZ, que prova de amor!!! Qualquer revival do Queen é sem ele. Quem os fazem são Brian May (guitarra) e Roger Taylor (bateria).
Shft + Enter, Freddy Mercury vale um novo parágrafo.
Muita gente pensa que sou gay (não, não sou). Eu prometo escrever sobre isso no futuro. Mas deixo toda uma "bixice" aflorar em mim pra falar de Freddy Mercury. A voz é indiscutivelmente uma perfeição. Alcança notas incriveis, consegue misturar força e suavidade numa mesma música, e assume cada canção pra si. Ele não canta as músicas, ele as declama pra você. Toca piano muitíssimo bem. Ele assume cada música pra si e em Don't stop me now, fica claro quem ele é: o Mr. Farenheit!!! Só comparo Freddy Mercury a Ney Matogrosso num palco. Mas Freddy comandava a massa. Eu adoro ver show da Ivete, e como ela mexe com uma multidão, mas ela parece um cisco perto da grandeza de Freddy num palco. O Brasil provou desse gosto na década de 80 e mesmo sem o grande público conhecer as melhores músicas ele arrebatou a massa. Queria ser ele, assumo!!! E ele mostra como um cara feio pode ser extremamente sexy. Nessa música ele arranca gritos e suspiros femininos e masculinos.
A música cresce e se estiver num carro você vai acelerar. Se estiver no seu quarto vai começar a pular feito louco. Dá vontade de cantar pra quem atrapalha sua vida, olhando pra cara da pessoa, punho fechado, (como Freddy bem fazia), berrando a letra, tirando a blusa.
Alguns milhões de seres tiveram acesso a Freddy, e o mataram. Acharam que destruindo seu sistema imunológico iam stopá-lo. Que nada, Freddy renasce todo dia quando ligo o som do meu carro. E não nos pare, porque estamos nos divertindo. Se você quiser se divertir também nos dê uma ligada. Eu e Freddy estaremos esperando.
música: LOVE OF MY LIFE
intérprete: QUEEN
link: http://rapidshare.com/files/102016343/Queen_-_Love_Of_My_Life.mp3.html
Gays de todo o mundo, morram de inveja!! Essa música foi feita pra uma mulher. Quer dizer que o amor da vida de Freddy Mercury era uma mulher??? A resposta é: SIM !!! Sua ex-namorada, e que o acompanhou até o último dia da sua vida. Sempre ao seu lado, na alegria e na tristeza. Linda. Queria ser ele, assumo!!! Quanta inspiração. Disponibilizei no link a versão de estúdio, difícil de ser ouvida hoje em dia, frente a enxurrada de versões ao vivo não menos calorosas. A música é linda demais. Ouço-a enquanto escrevo, e confesso, tenho vontade de chorar. Quem é o amor da sua vida? Eu sempre teorizei que a gente só sabe quem foi o amor das nossas vidas no exato instante que precede a morte. Em quem você pensou no último momento? Quem você gostaria de ver por último? Eu, desde já (e juro, nao sei ao certo quando vou morrer), conheço a "love of my life". Mesmo que o mundo dê voltas e eu caia na mão de mil mulheres, eu sei em quem vou pensar no meu último momento. Porque é nela que penso em todo e qualquer momento.
MAIS DUAS DICAS:
música: DREAM A LITTLE DREAM
intérprete: ELLA FITZGERALD ou THE MAMAS AND THE PAPAS
pus dois intérpretes porque são versões diferentemente lindas. Poema simples de rara beleza. Pra namorar. Por motivos de foro íntimo eu fico muito triste quando a escuto, mas é uma canção de amor alegre, uma leve súplica. Deve-se cantar baixinho. Se for ouví-la apague a luz. Se estiver com alguém vista algo leve porque a música é curta.
música: HOJE QUEM PAGA SOU EU
intérprete: Nelson Gonçalves
quem me conhece sabe da obsessão que tenho por músicas da era do rádio. Décadas de 40 e 50 são as minhas preferidas. Nelson Gonçalves era gago. E feio. Mas a voz, era a voz. Algo assim, indescritível. Tenho 8 cds e 4 Lps dele. Bêbado, drogado e ,obviamente, boêmio. A ponto de bradar à boemia que ela lhe tinha em regresso. Você acha Kurt Cobain transgressivo? Jim Morrison? eu sou mais Nelson Gonçalves. Há cantores que cantam com a boca, outros com a garganta, com o pulmão e, pra ser mais romântico, alguns com o coração. Nelson era visceral. Cantava com o fígado. Em cirrose, claro. Falta no Brasil uma biografia honrosa a esse nome. Nesse tango ele está perfeito. Apaixonado, amargurado, até satírico. Não deve ser fácil arrumar essa música no emule, mas as rádios online a tem em sua discoteca. Quem nunca bebeu por amor? um porre pra esquecer. você já viu esse tema abordado em outras músicas, mas nunca dessa forma.
Se você só conhece Nelson Gonçalves de "ouvir falar" ou sequer ouviu esse nome, abra sua cabeça e prepare-se pra pancada. Não é um cd pra vc ouvir no carro, bem alto. Seu vizinho de semáforo nao vai entender nada. Ouça na sua casa. Dentro do quarto, só. Mas ponha alto. Deixe ele gritar no seu ouvido. BOEMIIIIIIIIIAAA, outro clássico que você ja deve ter ouvido. Ouça também "pensando em ti". Música que Herivelto Martins em companhia de Nelson, num banco, à beira da praia, fez pra Dalva de Oliveira (se não conhece esses nomes, google já!!!). Ela o havia deixado por não agüentar mais a rotina bebida, tabaco, drogas. Turminha da pesada. Diz-se que utilizavam heroína. Anos 40, Impensável! A letra é poesia pura.
p.s. 1) se estiver encontrando dificuldades em achar essas músicas, me avisa que mando!!!
p.s. 2) se nunca chorou por amor, passa pra próxima, essas não servirão em você
Específicamente sobre o Dia Internacional da Mulher eu acho uma bizarrice. Afinal de contas, o que a mulher realmente quer? Nem vocês, mulheres, sabem. Mesmas oportunidades? Mesmos direitos? que bobagem. Mulher é mulher, homem é homem. Em algumas coisas vocês são melhores e em outras nós aprendemos a lhes imitar. rs. Mas sério, ser homem é muito confortável. Não parimos, não menstruamos, não temos obsessão por chocolate e shopping, a gente sabe lidar com tecnologia. Mas vocês não deviam desperdiçar as armas que têm. Mulher é um ser, para nós, indecifrável. e olha que vantagem há nisso. Vocês podem ser o que quiserem. Sem falar nas facilidades. Mulher não dirige a toa. Já ouvi caras gritando nas ruas ao verem mulheres ao volante: "Comprou carteira, madame?" que absurdo. Mulheres não precisam comprar carta de motorista, basta colocar uma saia mais curta no dia da prova de volante. rsrs. To irritando vocês ne!! Mas isso é uma arma de destruição em massa. O cérebro masculino é uma máquina fantástica de aprendizado e aplicação instantânea, com capacidade infinita de processamento, mas que trava completamente ao receber impulsos visuais oriundos do primeiro decote. Pergunte a um homem quanto é 2 + 2 e mostre-lhe suas pernas. "2 + 2 é igual a duas. grossas, roliças"
Eu já lidei com muitas mulheres na vida (outro traço tipicamente masculino é superestimar seus próprios números), e pelo que aprendi, nada as agrada mais do que tratá-las como damas. Eu sou um amante à moda antiga. Abro a porta do carro, puxo a cadeira pra ela se sentar, só entro num ambiente depois dela. Sim, vocês gostam disso. E não é legal? Essa coisa de direitos iguais é pra mulher feia. Feminista é tudo baranga. Eu não me acho machista. Aliás eu sempre acreditei muito na capacidade organizacional feminina. Na inteligência ampla. Homem costuma ser bitolado. Mas mulheres têm um defeito gravíssimo: vocês não se divertem. Eu exagerei ao dizer isso né, mas prestem atenção. Qual a revista feminina mais divertida? não tem né! Marie Claire e seus modelitos para anorexígenas? Nova e seus testes furados sobre sua relação sexual? Já leram VIP?? informação e risada. Divertidíssima. Nós jogamos video game, futebol com amigos, assistimos Friburguense x Volta Redonda e achamos um jogaço. Eu sei que estou generalizando, mas mulher precisa dar mais risada. Não é falar mal dos outros e sim de si mesma. Não é pra rir do laço estrategicamente mal colocado no vestido da madrinha. Ria do vestido que você tentou usar e ficou pequeno. Os dois quilos que você engordou só fazem diferença pra você e suas amigas. Nós adoramos. Tá até melhor de pegar, dar uns tapas. Estrias em exagero realmente são feias, to sendo sincero. Mas parem de reclamar de celulite. Nenhum homem grila com celulite. Alias, nem vemos isso!! Bunda lisinha, perna lisinha, isso é coisa da playboy. E quem gosta de mulher magra é estilista. O que você acha de namorar um??? Homem gosta de lugar pra pegar, dar uns tapas (já falei isso?). Entenda que o mundo não é um complô de bündchens contra você. Quando você quiser os mesmo direitos dos homens, lembre-se do direito de se divertir. De passar horas em algo só pra você. Ir pro salão não vale, não é pra você. Seu namorado nem sabe te dizer quando você cortou o cabelo, não é? Mas chame-o pra "dar uminha" na escada e ele nunca se esquecerá. Alugue uma comédia. Dessas podres mesmo. Mas não assista com seus olhos críticos e intelectuais. Atividades físicas não se resumem à academia. Vá jogar paintball, volei, futebol. Vá jogar peteca. largue o pilates e vá prum curso de pompoar, sei lá. Se vira, menina. E jogue fora a revista Nova. A Marie Claire. O príncipe encantado existe sim, e toda mulher tem direito ao seu. Mas só as lésbicas conseguem esse parceiro ideal. Seu príncipe vai sair do filme que falei pra você alugar. Mas a história da sua vida não é um conto de fadas. Nem um drama pra você chorar no final. Trate-a como uma comédia. Dessas podres mesmo.
Eu andei sumido porque tava viajando. Mas prometo tentar manter uma certa disciplina pra escrever aqui.
e aproveitando, vou inaugurar a sessão "Não morra antes de escutar..." vou só falar de músicas que escuto, adoro, e tento convencer o mundo inteiro de que são as melhores. lá vai.
música: REMEDY
intérprete: THE BLACK CROWES
trata-se de um raro rock que ja nasce clássico. Puro Rock n Roll. Led Zeppelin na veia. Nenhum instrumento parece sobrar. E ainda tem um piano com balanço ao fundo. A voz é monumental. O cara é feio. Ainda bem que sabe cantar. E como sabe. Lhe rende namoradas lindas no currículo (kate Hudson já foi casada com o tal). Essa talvez seja a única banda que ainda é bem fiel ao estilo Page-Plant. O cara ainda usa vocais negras que lembram um SOUL. Não ouça sentado. Só se estiver dirigindo, mas cuidado com o acelerador.
música: QUI NEM JILÓ
interprete: LUIZ GONZAGA
achei bacana falar dessa música pra demonstrar que trata-se de uma série eclética ("o que tem a ver a religião com isso??" piada extraída de um episódio do Chaves). Eu amo músicas simples, letras e melodias ao alcance de todos. Luiz Gonzaga sintetiza o que se é capaz de produzir mesmo não tendo estudado música. A letra é linda. Vou tatuar parte dela no meu braço ainda esse ano (criptografada, lógico). A melodia é perfeita. E o balanço da sanfona e do zabumba são MASSA! Se você gostar dessa música escute também Juazeiro. Se não gostar é porque não tem coração, ou nunca sentiu saudade de alguém. Sim, essa é daquelas músicas simples que entram nos ouvidos e ressoam por dentro até seu corpo mastigar tudo e cuspir uma lágrima. Versão do Lenine é muito boa também. Até eu gravei essa música. Mas nao mostro. Não mesmo , rs!!! Ganhei um acordeon e essa será a primeira música que quero aprender. SAUDADE O MEU REMÉDIO É CANTAR!!!
Na última semana fizemos 3 shows: Pres. Prudente, Marília e Maringá. De quinta a sábado. Correria.
por ordem:
Pres. Prudente, cidade que lembra muito Bauru (onde morei). Muitos estudantes, cidade típica da região oeste de SP. Eu adoro o calor, aquele clima de universidade, república, todo mundo morando perto. O show foi ótimo. Alguns probleminhas com o som, mas nada que estragasse o clima. A casa era linda. Não tava lotada, mas também não tava vazia e a animação da galera compensou os que não foram. Agradecimentos especiais ao meu brother Fabio (Wallace) que eu não via há alguns anos.
Marília: Nossa segunda vez na cidade. Na primeira vez, tocamos num pub e não foi muita gente. Dessa vez tava lotaaaado. Cachaçaria água benta. Mesmo em reforma, a casa é um exemplo raro de beleza e organização. O show foi muito bom. Me diverti no palco. Povo bonito demais, animado e só tenho a agradecer. Agradecimentos especiais ao Edinaldo pelos dois shows e ao André, pela organização e pelo acordeon.
Maringá: Show sui generis. Não sei dizer se gostei ou não. Vou explicar com calma. Eu estava muito ansioso pra tocar em Maringá. Tocamos antes na região e sei que muita gente de Maringá nos conhece e curte nossas músicas. Evento grande, pra 10.000 pessoas. Durante o dia o Lucas (amigo de Cianorte) fez um churrasco, conhecemos também os estúdios da Maringá FM, que fazem inveja nas mariores rádios do país. Eu nunca tinha visto um estúdio tão grande, tão bonito. Show acústico na rádio. Fomos passar o som no local da festa. O lugar era impecável. Dois palcos enormes. O som estava perfeito. Num palco Pedra Leticia. No outro Fernando & Sorocaba. Mais 3 duplas, djs e a banda D3. Que festa!
Vocês estão percebendo que estava tudo muito "perfeito demais"??? Sempre dá pra desconfiar dessas coisas né!
Se você ainda não conhece Fernando & Sorocaba é porque não mora no Paraná. Os caras comandam lá. Muito sucesso mesmo. Aqui em Goiânia poucos conhecem, mas em Maringá eles são capazes de colocar 10.000 pessoas num evento. E colocaram. Pra ser mais otimista vamos dividir o público:
1.000 pessoas pra ouvir qualquer coisa
500 pessoas pra ouvir Pedra Leticia
8.500 pessoas pra ouvir Fernando & Sorocaba.
Repito,to sendo Otimista. Mérito dos caras. Assisti a um pedaço do show. Eles são bons. Mesmo que você não goste de sertanejo, saiba que eles fazem muito bem aquilo a que se propõem. Só que o bacana aqui, um dia, à tarde, cansado de escutar só sertanejo nas rádios, nas baladas, resolveu escrever CAMIONETA ZERA. Se você não conhece a música, escute: myspace.com/pedraleticia
Diferentemente da música do Raul, nessa aqui há sim uma crítica à música sertaneja. Mas obviamente é uma brincadeira. Sempre critico o estereótipo. O exagerado. A caricatura.
Acredito que essa música tenha sido a causadora de um certo furor nos sertanejos que assistiam ao show. Na frente do palco havia 25 metros de camarote. Mais dois metros da divisória, até chegar à galera da pista. No camarote só havia cowboys (adoro esse termo, ele resume a breguice da pessoa). Nosso público estava na pista, longe de nós. Fiz o show pra galera da pista, que vi pular várias vezes. Pro camarote, me restaram meia dúzia de meninas que ficaram na frente do palco, a quem eu recorria pra amenizar minha aflição. Fui xingado, vaiado, mas segurei as pontas. Minha galera tava ali também e tenho muito respeito por ela. Só que os aplausos e o canto que eu tentava escutar estavam longes. Eu não conseguia me concentrar em fazer o que devia e meus olhos esbarravam sempre nos dedos médios e palmas de mão acenando pra que saíssemos do palco.
O show acabou. Tocamos todas as músicas programadas. Desço do palco, vou pro camarim. Os meninos me seguem vestindo a mesma cara de espanto. Me viro pro nosso produtor, o Junin, e digo: - Que dó! Nossa galera tava aí, e não conheceu o Pedra Leticia.
Ainda estou com esse sentimento entalado aqui. Eu queria tanto tocar lá. É uma questão que pode ser discutida em outro tópico do blog, mas vamos la: eu não me tornei músico pra ganhar grana, ou ficar famoso, ou fazer média com alguém. EU sou um nerd, que desde criança se tranca no quarto, com um cabo de vassoura emulando pedestal de microfone, e faz shows. De dentro do meu quarto ja fiz shows pra 10.000, 100.000, um milhão de pessoas. Já fui o Lulu Santos, já fui o Axl Rose, já fui o Ney Matogrosso, o Bono Vox, o Caetano. Eu já dei entrevistas pro Jô, pra Marília Gabriela, Pra Oprah. Já namorei a Alinne Moraes, a Anne Hathaway. Eu ja fui amado, admirado.
Em Maringá eu não fui ninguém. Nem eu mesmo. Nosso maior público até hoje, não era nosso. E quem foi nos ver naquele dia, nos viu de muito longe. Eram 30 metros que me desesperavam. Era eu que queria estar perto daquelas pessoas. Olhar pra galera que foi lá nos ver. E enxergar as bocas cantando nossas bobagens. Rindo, se divertindo.
Chorei. Chorei muito. Porque eu sou bobo. Porque me importo com as pessoas erradas. Porque não se pode abraçar o mundo. Eu não queria 10.000 pessoas me olhando. Prefiro 200 me aplaudindo.
Sinceras desculpas à galera que foi nos assistir. Não acho que a gente demore a voltar pra Maringá. Eu, pelo menos, vou fazer muita força pra que isso se repita muito brevemente. Num lugar menor. de perto. Cada um que pagou o ingresso e não nos viu, pode esperar. Nós e as nossas 500 pessoas (continuo otimista), rindo, se divertindo, pondo dedo e dando tchau pro mundo. Eu vou sair do palco e rir no camarim. Vou me trancar no meu quarto e imaginar que eu era o Fabiano Cambota em Maringá. Foi no meu quarto que eu e Caetano cantamos : RESPEITO MUITO MINHAS LÁGRIMAS, MAS AINDA MAIS MINHA RISADA.
Eu não quis escrever sobre o carnaval porque meus textos já estão ficando muito saudosistas. Eu ia falar de bailes em clubes, nos quais se ouviam "mamãe eu quero" e duas outras músicas que não sei o nome, mas sempre achei o máximo. A primeira: Kung fu, de Djalma Dias, 1975 (é claro que olhei no google ne?!). Bandas de punk rock, atenção!!! façam uma versão dessa música. Vou pôr o link pra quem tiver paciência:
http://www.4shared.com/file/6844920/e36ee0ea/072_-_marcha_do_kung-fu__marcha__-_djalma_dias_-_1975.html?dirPwdVerified=2c5e2e1a
A outra é Coração de Jacaré. Que letra, que poesia:
http://www.beakauffmann.com/mpb_c/coracao-de-jacare.html
pra essa última vale procurar uma versão feita pelo PREMÊ (Premeditando o breque). Quem tiver curiosidade e não achar no emula ou kazaa me avisa que mando por email.
Som constante, ritmo marcado, sincopado, até enjoativo, durante 8 horas. Não, não é uma rave. Carnaval do Rio é uma festa bacana, mistura dos bailes vienenses - com plumas e dança - e tambores oriundos da África Ocidental (acabei de inventar essa, não tem nenhum embasamento histórico, portanto, não espalhem por aí), na qual 12 escolas desfilam pegando a fantasia emprestada do ano anterior. E a Beija-Flor sempre ganha.
Eu confesso que assisti a quase todos os desfiles esse ano. Mesmo mudando de canal o tempo todo você acompanha toda a passarela. Digo "mudando de canal", porque havia a Band Folia que mostrava os carnavais da Bahia e Recife, e também a - hmmmm - Rede TV que mostrou as bundas de qualquer carnaval. Isso é muito importante pra quem passa os carnavais em casa. Sozinho. Ou pior, com alguém menstruada. Pois é. Dá-lhe Rede TV. Eu zapeava entre carnavais. Adorei o de Recife. Muita mistura, frevo, maracatu, rock, samba, mais rock... Ano que vem volto pra lá. Pela Band, claro. Passava pelo carnaval do Rio e via a Viradouro. Bacana. Voltava pra Salvador e via Ivete. Adoro Ivete. Canta muito, sabe mexer com o público, que pernas!!!, vozeirão, dança bacana. Massa. Rede tv, bundas e mais bundas. Pra todo gosto. Grandes, pequenas, gordinhas, chuladinhas (as chuladinhas são aquelas que nem deveriam se chamar bunda. Bunda é uma coisa protuberante. o próprio nome diz tudo. Buuuunda). Globo e Viradouro. Ah não, mudou a escola. Agora é a Unidos da Tijuca. Aliás algumas escolas de samba - como a Unidos da Tijuca - são como o Botafogo: não chega a ser uma decepção, mas pra ganhar é só de 50 em 50 anos. Volto pra Salvador. Claudinha Leite. Vocês devem estar esperando um comentário sobre a gostosura da moça ne. Ela é boa. Mas sou implicado com ela. Sei lá. Aliás, sei sim. São dois motivos: ela imita descaradamente a Ivete e ela é muito metidinha (ai, que falta de vocabulário). Até no jeito de falar ela copia a Ivete. Feiúra. E ela faz um tipinho meio Sandy. Não tenho paciência. Ela é gostosa sim, mas como diria um grande amigo (Thales, te devo essa), ela é uma mulher-aquário: bacana de se ver mas não pode por a mão. Eu sei que não dá pra por a mão na Ivete também, mas carnaval é pra liberar geral, inclusive a imaginação! Volto pra Globo, a viradouro voltou? pula pra Rede tv. Especialidade: entrevistas. Adoro entrevistas de carnaval:
sempre gritando, com a bateria ao fundo:
- E AÍ??!! MUITA ANIMAÇÃO PRO CARNAVAL??
- HEEEEIN??!
- MUITA ANIMAÇÃO PRO CARNAVAAAAL???
- AAAAAHHH!! SIIIIIIIIIM!!!!
- É ISSO AÍ GENTE. É O CARNAVAL 2008 ARREPIANDO NA AVENIDA. É COM VOCÊ NELSON RUBENS...
Que perguntas!! Que perguntas!! mas tambem né! vai perguntar sobre a abertura econômica chinesa e a consequente extinção do lhama tibetano??? Na globo a ex-eterna-vj-repórter Sarah perguntou ao Carnavalesco da Viradouro (cujo enredo era "coleções". Não me pergunte nada!! era carnaval e carnaval é pra liberar geral, inclusive a imaginação):
- E AÍ? A VIRADOURO ENTRA NA AVENIDA PRA GANHAR ESSE ANO?
olha a pergunta. aliás, por que todas as perguntas de carnaval, começam com "e aí"? Sem contar que ela perguntou se "esse ano" a viradouro entra pra ganhar. Se eu fosse o cara, responderia:
- NÃO! O NOSSO TEMA É COLEÇÃO E ESTAMOS LOUCOS PRA COLECIONAR QUARTOS LUGARES.
volto pra Rede Tv. essa bunda tá ótima. Durinha. em pézinha. Tamanho ideal. nao precisa nem virar de frente. de costas tá ótima. Fica assim mesmo. Isso. Não vira não. Que mania besta essa de entrevistar as pessoas de frente.
- E AÍ?? APROVEITANDO O CARNAVAL???
- HEEEIN?? AAAH? TO APROVEITANDO MUITOOOO!!
- QUAL SEU NOME??
- OTÁVIO!!!
Otávio??, como assim?? Otávio?? e de costas tem outro nome???
decididamente meus textos estão ficando saudosistas...
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